Esta imagem, que vos deixo aqui, é muito útil já que explica os diversos pontos de açucar, a temperatura de cada um e a proporção de açucar e água. Retirei-a do site da Sidul. Para vossa comodidade, adicionei um link directo a este post para que possam facilmente aceder à informação sem andar à procura, na secção Dicas Úteis.
Tuesday, May 20, 2014
Carne estufada com arroz selvagem
Para aproveitamento de carne rija como um corno, façam como eu e estufem-na devagarinho. Eu tinha à minha espera um bife cuja deglutição implicava demasiada ginástica maxilar. Nada como uma cozedura lenta para amaciar a carne. Levei cebola e alho ao lume em azeite e deixei amolecer um pouco. Adicionei a carne em pedaços pequenos, um bocadinho de concentrado de tomate e misturei bem, deixando cozer uns 5 minutos até a carne mudar de cor. Reguei com vinho branco e água até cobrir a carne. Temperei com tomilho, pimenta preta, colorau e sal. Ficou a cozinhar durante 1 hora em lume brando até a carne ficar tenra e o molho reduzir e engrossar. Servi com arroz selvagem, de compra, o qual, sendo seco, beneficiou com o molho da carne. Estejam atento ao próximo post dedicado a uma sobremesa muito saborosa e substancial. Até breve!
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Thursday, May 15, 2014
Restaurante Borga 6,85/10
Antes de fazer esta crítica, tive de ir ao Google descobrir a morada do restaurante. Lembrava-me do nome mas a localização era um enigma. Só sabia mesmo que era perto de Óbidos. Porque entrámos neste espaço ao acaso. Já havia bastante fome e fugimos a sete pés de Óbidos para evitar multidões e e potenciais barretes pagos a peso de ouro. Se souberem de algum restaurante que valha a pena visitar na bela vila, façam o favor de indicar, que terei todo o prazer em retratar-me e arriscar. Mas na altura decidimos forrar o estômago noutras paragens e acabámos no restaurante "Borga", na E.N. 360, Sítio das Minas, Caldas da Rainha. Como vem sendo hábito, deixei o meu parceiro comilão escolher a ementa. Ficou decidido que o repasto seria composto por uma mão de vitela com grão e enchidos. E também uma carne grelhada com molho à javali. Quanto à mãozinha, soube muito bem e só não limpámos o tacho totalmente porque havia que guardar espaço para o segundo petisco. O grão estava bem cozinhado, com a consistência certa. O molho era espesso como manda a lei e até fiquei com os lábios peganhentos devido à natureza gelatinosa da mão de vitela. A presença dos enchidos era discreta, o que convém, para deixar os restantes ingredientes brilhar. Ficámos muito satisfeitos. A carne grelhada, de porco, foi mediana. Consistia em bifanas ou escalopes grelhados com um molho incaracterístico cujos ingredientes nem soube identificar. Não aqueceu nem arrefeceu. Mais valia servirem a carne grelhada sem molho nenhum, que assim não havia desilusões. Para sobremesa, um doce da casa, ou seja, uma tacinha de bolachas embebidas em café, cobertas por natas. Agradável. E um pudim molotof que não envergonhou. Não sendo um restaurante memorável, vale a pena uma visita pelo grão, mas apenas se estiverem na zona.
Wednesday, May 14, 2014
Scones caseiros
Eu tenho uma relação complicada com massas de pão. Por mais que me esforce e siga os conselhos de outros cozinheiros, os meus pãezinhos ficam muito densos. A massa mal leveda e não cresce no forno. A minha experiência anterior, um bolo-rei, não ficou brilhante, tinha a massa pesadona e meio seca. Sim, estava muito saboroso mas a textura não era boa. Basicamente, dou cabo das leveduras todas. Nem o fermento fresco escapa. Por isso tenho andado um pouco desanimada. Isto cansa uma moça! E eu que até me tenho em muito boa conta, no que diz respeito aos dotes culinários, agora sinto-me uma aselha! Apesar de tudo, voltei às massas e fiz scones. São fáceis de fazer e a receita que escolhi, segundo os utilizadores, é à prova de falhanços. Perfeita para mim, pois claro! Vamos começar por um ingrediente que eu nunca vi à venda por cá (talvez por nunca ter procurado) e parece ser difícil de encontrar. O buttermilk, ou seja, leitelho. O que é? É "leite de manteiga", obtido a partir do fabrico da mesma, ou seja, o soro que se separa quando se bate as natas em manteiga. O aspecto é de leite talhado. Como não tinha leitelho em casa, procurei uma alternativa fácil de preparar. Basicamente é talhar leite com sumo de limão. Por cada dl de leite, adicionam 1 colher de sopa de sumo de limão. e deixam actuar durante 5-10 minutos. Esta receita leva quase 3 dl de leitelho, por isso fiz 3 dl de leite (usei meio gordo) com 3 colheres de sopa de sumo de limão. Passemos então para a receita completa:

Ingredientes ♥
450 gr. de farinha com fermento
1 saqueta de fermento em pó (usei Vahiné)
100 gr. de manteiga
2,5 dl de leitelho
85 gr. de açucar (usei amarelo)
1 pitada de sal
1 ovo para pincelar os scones
Farinha para polvilhar
Preparação ♥
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Friday, May 9, 2014
Brownies !!!!!
Olá! Passei por aqui só para vos fazer inveja com este brownie, que em breve será cortado em rectângulos e coberto com um delicioso creme. A receita só será testada no fim-de-semana, por isso podem contar com a receita brevemente!
Tuesday, April 22, 2014
Cheesecake de lima
Este será um de vários cheesecakes que tenciono colocar no blog. Já tenho na mente outras variantes que quero experimentar. É um doce fácil de fazer e muito fresco. E como o tempo quente e seco está a chegar, é uma boa alternativa para as vossas sobremesas. Esta receita é simples e saborosa, um bom começo para os inexperientes. Vão precisar de:
Ingredientes ♥
500 gr. de queijo fresco
1 pacote de natas (2dl)
9 folhas de gelatina
250 gr. de bolachas digestive
100 gr. de manteiga
7 ou 8 colheres de sopa de açúcar
0,5 dl de leite
Sumo e raspa de 2 limas
Preparação ♥
Antes de vos explicar a receita, indico-vos o link do meu bolo de natas e Oreo que tem muitas semelhanças com este cheesecake. E como é uma receita passo-a-passo, ficam a perceber a montagem do doce. Em relação ao queijo, devem comprar daqueles queijos frescos que parecem iogurte e que são muito cremosos. Não é o queijo fresco que habitualmente usamos para enfiar dentro do pão. Eu comprei fromage blanc da marca Vrai. Começam por triturar as bolachas com a manteiga. Eu uso manteiga com sal, fica um contraste agradável, e podem adicionar nozes partidas à base de bolacha, dá textura. Devo avisar que a minha receita tem menos manteiga do que aquilo que é habitual. E o mais provável é que, com as 100 gr de manteiga, vão ficar com uma base de bolacha quebradiça. É por esse motivo que eu adiciono uma pinga de leite (para não haver confusões, o leite que indiquei nos ingredientes é relativo à gelatina, que vai ser dissolvida), para dar consistência. Mas ponham pouco da cada vez, não querem que a massa fique molengona. Esta deve
ficar com uma consistência que permita estender na forma sem quebrar.,
ou seja, não pode ficar nem demasiado mole nem demasiado seca. Assim que tiver a consistência ideal, borrifam a forma com óleo (há óleo em spray), cobrem com película aderente e forram o fundo com a bolacha, calcando bem. Vejam as foto do bolo de Oreos. Levam a forma ao frigorífico para que a base comece a endurecer um pouco e passam para o creme. Com uma batedeira, batam as natas em chantilly com 6 colheres de sopa de açúcar. As natas devem ser refrescadas no frigorífico, previamente, para que engrossem mais depressa. Juntam o queijo fresco, a raspa e o sumo das limas. Eu provei o creme e adicionei mais duas colheres de açúcar mas façam-no a gosto. Colocam de molho, em água fria, as 9 folhas de gelatina (usei o formato mais pequeno, marca Gelita, pacotes de 12 folhas) até amolecerem. Retiram as folhas da água, espremem bem e dissolvam-nas no leite quente (0,5 dl). Adicionam o leite ao creme de natas e queijo e misturam bem. Por fim, deitam o creme na forma e o cheesecake fica no frigorífico até endurecer. Para desenformar o bolo, basta colocar a forma num recipiente com água
quente durante uns segundos ou o tempo necessário mas tenham cuidado
para não exagerar, senão o creme fica muito mole e os laterais do bolo
descaem. Em princípio, como barraram a forma com o óleo, nem deve ser necessário aquecer a forma com a água mas já sabem como proceder caso o cheesecake não deslize com facilidade. Eu inverti a forma e, com paciência, dei umas batidas no fundo e
puxei delicadamente a película aderente para que esta descolasse da
forma. Como o bolo fica invertido no prato, com a base de bolacha para
cima, voltei a invertê-lo para outro suporte. E, por fim, decorei com a fruta.
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Brevemente...
Olá! Estou de volta! Achei que devia passar por aqui e sossegar os meus leitores mais fiéis, que poderiam pensar que o blog tinha dado o berro. Nada disso, mas tenho andado pouco inspirada e algumas receitas que fiz precisam ainda de pequenos ajustamentos. Recentemente fiz um soufflé mas aldrabei tanto a receita que acabei por pensar que talvez o resultado tivesse ficado um pouco desvirtuado. É verdade que a receita era um pouco idiota (má escolha, eu sei) e certos passos, a meu ver, não faziam sentido. Ficou saboroso e fofinho, cresceu como suposto e abateu a meio da refeição, como eu temia. Por isso, mesmo não sendo um soufflé a 100%, tinha parentesco! A título de curiosidade, hei-de vos pôr aqui uma foto para verem como ficou e a receita será disponibilizada quando eu sentir que domino a coisa. Na imagem deste post podem ver um cheesecake que fiz para as sobrinhas. A receita coloco ainda hoje! Até logo!
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