Wednesday, June 25, 2014
Que lindo favinho...
Já viram? Que lindo que é! O favinho de mel todo peganhento. Esta é uma produção local, directo do quintal de família. Umas abelhinhas resolveram fazer uma colmeia numa caixa de compostagem. E andaram muito ocupadas, tal era o tamanho do ninho. Entretanto as nossas amiguinhas já foram realojadas, junto de uma "família" de apicultores que irá tratar delas e recolher o precioso mel. Nós ficámos com uma lembrança, este bonito favo e já provámos o mel. Muito saboroso! Apesar dos "transtornos" causados pelas abelhas, já estamos com algumas saudades....ihihihi. Já sabem, se tiverem um problema semelhante nos vossos quintais, não as matem. Encontram facilmente quem as vá buscar, basta fazer uma pesquisa no OLX.
Thursday, June 5, 2014
Castanhitos de chocolate e alfarroba
Finalmente, posso apresentar os meus deliciosos castanhitos (anteriormente conhecidos como brownies), a terceira vez que os faço, com pequenas variações em cada receita. A primeira vez correu muito bem, os castanhitos ficaram densos e saborosos, com pepitas de chocolate a salpicar a massa. A segunda tentativa foi menos conseguida. Não sei que diabo fiz mas o bolo parecia saído directamente de um pacote de bolo instantâneo. Não tinha um saborzinho caseiro e a consistência não estava certa. E agora, à terceira vez, acertei na mosca, na minha humilde opinião, devo dizer, pois não perguntei a mais ninguém o que achava. Basta ver pela foto. Massa densa, com dose industrial de chocolate e quadradinhos húmidos e peganhentos. Alguns ficaram mais sequinhos e ainda bem, que assim agrado a gregos e a troianos. E introduzi um bocadinho de farinha de alfarroba na massa, um bocado a medo porque ainda tinha na memória o desastre anterior. Mas na próxima vez irei fazer castanhitos de alfarroba, sem o chocolate. Já que falo em alfarroba, vão a este post onde têm uma deliciosa torta recheada com doce de ovos. É uma das receitas mais populares do blog, e é merecido! Bem, passemos então ao que importa, os ingredientes. Mas devo avisar desde já que estes castanhitos não são aconselhados para leitores em dieta...
Ingredientes:
1 tablete Pantagruel (usei a de 54% mas podem usar a de 70%)1 chocolate de leite (usei Bellarom do Lidl)
100 gr. de amêndoa moída (ou noz)
100 gr. de manteiga
4 ovos
160 gr. de açúcar amarelo
75 gr. de farinha de trigo
2 colheres de sopa de farinha de alfarroba
1 cálice de rum
1 pitada de baunilha em pó
Preparação:
Comecei por derreter o chocolate Pantagruel com a manteiga, numa tigela que coloquei ao lume por cima de um tacho com água, em lume brando. Demorou uns 15 minutos a derreter, sem que a água fervesse. Noutro recipiente, juntei as farinhas, a amêndoa, o açúcar, a baunilha e o rum. Envolvi tudo e juntei os ovos, um a um, batendo entre cada adição. Adicionei o chocolate derretido, misturei muito bem e juntei a tablete de chocolate de leite, partida em cubos generosos. Tenham em conta, que os cubos derretem durante a cozedura do bolo, por isso convém que sejam grandotes para que mantenham alguma estrutura. Levei ao forno a 160º e cozeu em 25 minutos, aproximadamente. Eu deixei alguma humidade no bolo. Ao espetar o palito, este ficava com um bocadinho de chocolate agarrado na ponta. Pouquinho! Aconselho-vos a fazer o mesmo mas não exagerem. Como podem ver pela foto, ficou tão apetitoso! E o sabor é fantástico.
Ps: E perguntam vocês porque raio eu não chamo brownies a estes quadradinhos deliciosos? Porque foi o Mr. Fofo que sugeriu o nome castanhito e, após alguma insistência e reparos ao facto de eu não ter seguido o seu conselho. finalmente decidi satisfazer o pedido. Ele acha que estes bolinhos não são uns brownies quaisquer! São a minha versão, que não deve ser confundida com os demais.
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Wednesday, June 4, 2014
O que andamos a comer
Após uma longa ausência, o Mr. Fofo resolveu mimar o estômago da vossa cozinheira de serviço. Preparou uma perninha de perú, desossada por ele, devo salientar e assou-a no forno, bem recheada com uma farinheira. Nem precisou adicionar mais temperos, a gordurinha do perú e da farinheira foram suficientes. E que bem que soube! Carne suculenta e tenrinha com o sabor do bicho e a presença delicada da farinheira. Aprovado! E queremos mais coisas boas cozinhadas pelo Mr. Fofo!
Tuesday, June 3, 2014
Torta de peixe e vegetais
Agora que o calor vem aí, sabe bem comer refeições mais fresquinhas. Esta torta pode ser preparada com antecedência e consumida após arrefecer. E continua boa de um dia para o outro, a massa mantém-se fofinha.
Ingredientes:
Torta:
400 gr. de batata
2 dl de leite
100 gr. farinha com fermento
1 dl de azeite
6 ovos
Orégãos, Pimenta preta e pimenta de caiena
Recheio:
1 posta de bacalhau
1 posta de pescada
3 dentes de alho
1 mão-cheia de grelos congelados
1 mão-cheia de macedónia
0,5 dl de natas
Amêndoa tostada
Salsa
Azeite q.b.
Pimenta e sal
Preparação do recheio:
Eu comecei por cozer as batatas descascadas em água e sal. Enquanto coziam, fiz o recheio porque convém tê-lo pronto assim que a torta sai do forno. É mais fácil enrolar a base enquanto está quente. Aqueçam dois tachos com água. Num, cozem o peixe e no outro escaldam os grelos e a macedónia. Levam uma frigideira larga ao lume e refogam a cebola, o alho e a salsa durante 10 minutos, em lume brando. Juntam uma concha de sopa de caldo de peixe e fica a cozinhar mais um pouco. Adicionam os peixes desfiados e os vegetais. Temperam com pimenta e sal e deixam reduzir a água até o peixe ficar húmido mas não caldoso. Juntam as natas, só para dar um pouco de cremosidade ao preparado e verificam se o tempero precisa de algum ajuste. Desligam o lume e deixam arrefecer um pouco.
Preparação da torta:
Depois de cozerem as batatas, esmagam-nas com um utensílio próprio, como se fosse para puré. Adicionam o leite, o azeite e os ovos e batem muito bem. Juntam a farinha e os temperos e misturam. Barram um tabuleiro largo com margarina, cobrem com papel vegetal e barram também o papel vegetal com mais margarina. Despejam a mistura de batata e levam ao forno a 160-180 graus até estar corada. Usem o palito para verificar a cozedura.
Assim que tirarem a torta do forno, desenformam-na numa folha de papel vegetal, em cima da bancada. O recheio é colocado sobre toda a superfície, deixando apenas 1,5 cm cm livres a toda a volta. Com a ajuda do papel vegetal, enrolam a torta e deixam arrefecer. Por fim, para dar um toque especial, enfeitam com palitos de amêndoa torradinhos.
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Friday, May 30, 2014
Bolos recheados com morango (e dois recheios diferentes)
Agora que estamos em época de morangos, apresento-vos um bolo muito simples de fazer em duas variantes. O bolo da primeira foto tem um creme de chantilly perfumado com bourbon e morangos macerados na bebida. O segundo bolo tem um recheio de crème fraîche e mascarpone e a adição de doce caseiro de morango e cerejas. A base é a mesma. Fiz uma receita de bolo amanteigado de limão e dividi em dois.
Ingredientes:
Bolo:
200 gr. de manteiga
200 gr. de açúcar mascavado
150 gr. de farinha
4 ovos
Sumo e raspa de 1 limão
Fermento Royal
Recheios:
1 pacote de natas (usei 1 dl)
1 embalagem de crème fraîche
Queijo mascarpone
Morangos q.b.
Açúcar q.b.
Bourbon ou outra bebida alcoólica a gosto
Doce de morango e/ou cereja
Doce:
1 embalagem de morangos (500 gr.)
200 gr. de açúcar amarelo
Sumo e casca de limão
Preparação do doce:
Aconselho-vos a comprar um boião de doce de morango e/ou cereja para simplificarem a receita. Eu fiz o meu próprio doce porque tinha morangos quase às portas da morte e não os quis deitar fora sem dar luta. Se optarem por fazer, basta deitar os morangos arranjados dentro de um tacho, juntamente com o açúcar e o sumo de limão e deixar cozinhar em lume brando até o caldo reduzir e engrossar. Os morangos desfazem-se mas não totalmente, o doce fica com textura, principalmente se adicionarem umas cerejas, como eu fiz.
Preparação do bolo:
Numa tigela, batem a manteiga amolecida com o açúcar até o creme ficar esbranquiçado e liso. Juntam os ovos um a um, misturando bem entre cada adição. Adicionam o sumo e a raspa do limão, a farinha e o fermento e envolvem energéticamente. Dividem o bolo em duas partes, se assim o desejarem. Numa das metades juntam um cálice pequeno de bourbon. Vão ao forno a 180º. Cuidado que os bolos abatem facilmente, por isso não tenham pressa de abrir a porta do forno durante a cozedura. Deixem-nos ganhar cor antes de fazerem o teste do palito.
Preparação dos recheios:
Recheio com bourbon: Batem 1 dl de natas até começarem a engrossar. Juntam açúcar a gosto, continuam a bater até ficar em chantilly e perfumam o creme com meio cálice de bourbon, envolvendo bem com uma colher. Adicionam os morangos cortados em pedacinhos e previamente macerados em bourbon e açúcar (minímo 30 minutos). Recheiam um dos bolos, depois de arrefecido, e cobrem-no também com o creme, finalizando com rodelas de morango para decorar.
Recheio de mascarpone: Numa tigela, juntam 4 colheres de sopa de crème fraîche, 4 de mascarpone e açúcar a gosto. Batem até o açúcar se dissolver muito bem. Para montar o bolo, abrem-no ao meio e pincelam a base com doce de morango. Barram com o creme, juntam morangos partidos em pedacinhos e cobrem com a outra metade do bolo. Barram o topo com mais creme, doce de morango e decoram com morangos.
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Wednesday, May 28, 2014
Perú salteado com coentros
Deixo-vos aqui uma receita simples que a minha mãe costumava fazer para mim, pois sabia que eu gostava muito. Agora que foi feita por mim, não me soube tão bem mas eu chego lá! Acho que usei poucos coentros. Usei nesta receita os seguintes ingredientes: 2 bifes de perú, 6 batatinhas primor, 1/2 cebola, 3 dentes de alho, um molho de coentros, sal, pimenta preta e azeite. Comecei por cozer as batatas em água e sal. Cortei-as primeiro em quartos para cozerem mais depressa e deixei a casca. Este tipo de batata tem uma casca muito fininha e come-se muito bem. Vem embalada em sacos transparentes de 1 kg e estão nas prateleiras dos legumes. A carne foi cortada em pedaços médios e temperada com pimenta preta, sal e sumo de limão. Enquanto as batatas coziam, descasquei e piquei os 3 alhos e levei-os ao lume com o azeite e deixei que libertassem o seu aroma, em fogo brando. Juntei a cebola e, assim que amoleceu, adicionei o perú. Temperei com os coentros picados e uma folhinha pequena de louro. Rectifiquei o sal e juntei as batatas. Deixei saltear até o molho reduzir, pois a carne largou algum suco e sumo de limão. Espero que gostem. Bom apetite!
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Wednesday, May 21, 2014
Tarte de feijão
Finalmente aventurei-me a fazer este docinho. Adoro pastéis de feijão! Mas como sou preguiçosa, fiz uma tarte de feijão e poupei trabalho. Andei a vasculhar a internet e o livro de Pantagruel e cheguei à conclusão que não queria uma receita demasiado simples. Um doce tão saboroso como este devia ter algum nível de complexidade. Encontrei três tipos de receita:
- a "mistura-se tudo e vai ao forno", que descartei por me parecer demasiado simples
- a receita com ponto de açucar, algo com que não estou nada á vontade
- e a receita com ponto de açucar e cujo creme da tarte tem duas cozeduras, ao lume e no forno
Ingredientes ♥
Base da tarte:1 base de massa folhada ou massa quebrada
(ou se preferirem fazer a massa quebrada,
vão a este link - receita - de massa quebrada)
Recheio:
180 gr. de puré de feijão branco
150 gr. de amêndoa ralada
2 ovos + 7 gemas
400 gr. de açúcar
1 colher de sopa de manteiga
1 dl água
Preparação ♥
Numa tigela, misturam a amêndoa, os ovos e as gemas a a manteiga amolecida, batendo bem. Esmagam o feijão num passe-vite ou num esmagador de batatas. Eu usei este último porque no meu passe-vite o feijão colava todo à base. Tive que dar ao músculo já que custou apertar o feijão no esmagador. Mas é como se diz, no pain, no gain! E parece-me que parte das cascas do feijão foram parar à tarte, o que não prejudicou minimamente a textura do creme (desde que o feijão esteja bem cozido). Depois de esmagarem o feijão, adicionam ao preparado dos ovos e amêndoa, envolvendo bem. Entretanto fazem a calda de açúcar. Num tacho, levam o açúcar ao lume com 1 dl de água até atingir ponto assoprado. Vão ao link que vos indiquei ver como se faz. Assim que estiver pronto, deixam arrefecer um bocadinho (deixei aprox. 5 min., talvez um pouco mais) e despejam em fio por cima do creme, enquanto misturam sem parar. Forram uma tarteira com a massa e deitam lá o creme. A minha tarte cozeu à temperatura de 180 graus até ficar firme mas húmida quanto baste, ou seja, quando espetei o palito, este saiu limpo mas com uma ligeira humidade. Podem ver na foto grande como ficou apetitosa! Em termos de beleza talvez não tenha sido o docinho em que tive mais cuidado, pois nem aparei a massa folhada e o resultado é o que vêem na foto pequena. Mas o que interessa isso quando o resultado foi delicioso!
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