Wednesday, September 3, 2014

Restaurante Tif Taf 7/10


Durante uma viagem por terras alentejanas e depois de uma paragem por Campo Maior, por altura da festa das flores (vejam a foto abaixo), resolvemos retemperar forças e dar ao corpo o necessitado sustento, após uma dura jornada de lazer. Procurámos um restaurante por aquelas bandas mas estava tudo cheio até às goelas. E já agora ficam a saber que também não fomos lá muito bem recebidos num dos espaços onde fomos avisados por uma senhora mal encarada que estavam cheios e só havia uma mesa encavalitada em cima de outros dois comensais. Ala que se faz tarde! Parece que no restaurante "Primavera" não precisam de novos clientes, conseguiram afugentar-nos em três tempos! Não temos paciência para gente mal-educada e detestamos almoçar em espaços apertados e desconfortáveis. O meu companheiro de viagem conduziu-nos então a Elvas onde escolhemos o Tif Taf, com vista para o aqueduto. A refeição começou com uma cacholeira grelhada, apetitosa e suculenta. De dimensão generosa, deu para forrar bem o estômago. O prato principal consistiu em bacalhau frito com cebolada, camarões e ameijoa e acompanhado com batata frita (na ementa chama-se bacalhau dourado). O Mr. Fofo achou que o peixe era congelado, por estar frio no interior, ou seja, cozinharam-no mal. A minha porção da posta não digo que estivesse literalmente fria mas era óbvio que o calor não tinha chegado ao interior. Eu até gosto muito de bacalhau crú mas não é o que se espera encontrar neste tipo de prato. Deviam ter mais atenção! De qualquer forma, o sabor era bom, daí que não tenha ficado zangada. Por fim, comemos umas migas de alho com entrecosto e enchidos variados. Por esta altura o apetite já não era muito, daí que comi poucas migas mas não por estarem más mas apenas porque o consumo de pão frito em gordura de porco poderia fazer mossa no meu estômago já bem recheadinho. Devo dizer que as migas estavam bastante saborosas. O entrecosto também foi aprovado, o sabor era bom, no entanto havia partes que pareciam ligeiramente mal cozinhadas. Resumindo, comida saborosa quanto baste mas pouco cuidado a cozinhá-la. Como não havia doces regionais (faltavam as ameixas de Elvas e a sericaia), saltámos directamente para os cafés. O serviço foi correcto, sem nada a assinalar.


Tuesday, September 2, 2014

O que andamos a comer


Uma pequena temporada na praia abriu-me os horizontes (os olhos...) e tornei-me finalmente adepta (forçada) da comida dietética e (se tiver coragem) vegetariana. Perninha de perú no forno, sem gandes temperos ou gorduras adicionadas, como manda a lei das semi-dietas. Digo semi-dieta porque só a faço de Segunda a Sexta. O fim-de-semana é forrobodó, que eu não nasci para sofrer 7 dias por semana!

Monday, September 1, 2014

Lulas recheadas com bacalhau


Peço-vos desculpa pela minha longa ausência do blog. Tenho fases em que cozinho menos ou me sinto pouco inspirada. E confesso também uma pitada de preguiça. E uma temporada na praia, que contribuíu para um período mais calminho. Mas cá estou eu de volta! Desta vez com um petisco que como muito raramente. Não sou fã de lulas. No entanto, deu-me vontade de preparar lulas recheadas para o Mr. Fofo. E escolhi bacalhau para o recheio, que era para dar graça, já que as lulas têm um sabor demasiado neutro para o meu gosto. Esta receita é muito fácil de preparar. Aviso que fiz tudo a olho e não dou quantidades exactas dos ingredientes. Desculpem o mau jeito.

Ingredientes:
Lulas
Bacalhau demolhado desfiado
Macedónia
Coentros picados
Alho picado
Batatas
Cenouras
Azeite
Pimenta preta
Vinagre de champanhe (ou outro que tenham)

Preparação:
Eu usei lulas congeladas, já arranjadas. Mesmo assim, tive que verificar se a limpeza do bicho estava bem feita. E não estava, tinha pedaços daquela cartilagem transparente, por isso tenham cuidado. De seguida, separei os tentáculos e parti-os em pedaços. Juntei ao bacalhau desfiado, também ele cortado em pedacinhos. Adicionei a macedónia já previamente cozida, os coentros, o alho picado e temperei com pimenta preta, um fio de azeite e uma borrifadela de vinagre de champanhe. Coloquei as lulas num tabuleiro e reguei com azeite, vinho branco, uma pitada de pimenta e colorau. Cobri com cebola cortada em meia lua e levei ao forno até as lulas estarem tenrinhas (aprox. 20-30 minutos). Para acompanhamento, uma salada fria de batata, cenoura e tomate. Bom apetite!

Friday, July 25, 2014

Bolo de aniversário Minions na praia


Por ocasião do aniversário da minha sobrinha, que completou 10 anitos, ficou assente que seria eu a fazer o bolo de aniversário, mais uma vez. Lembram-se do bolo Esponjinha, do Spongebob Squarepants, do ano passado? Um bolo fruto de algumas limitações técnicas e má planificação mas pelo qual tenho bastante carinho. Estava fofinho e a sobrinha gostou! Ficou decidido que este ano as coisas seriam pensadas com antecedência e com material mais adequado à minha disposição. A parte da planificação ficou algo esquecida na gaveta mas pelo menos lá me lembrei de ir comprar pasta de açúcar para moldar os bonecos, em substituição do massapão do bolo anterior. Porque a intenção era fazer bonecos tridimensionais, em vez de espalmados no bolo. Sempre com os habituais dramas pelo meio, arrancar de cabelos e choraminguice apaziguada pelo paciente Mr. Fofo, a verdade é que ganhando algum jeito com a manipulação do material, as coisas vão encarrilhando. A massa de açúcar que eu usei foi adquirida na loja My Cake no C. C. Allegro. Comprámos massa branca, azul e vermelha. Corante em pó azul e amarelo. E corante líquido azul, vermelho e amarelo. E como correu tudo? A massa de açúcar é fácil de trabalhar. Basta amassar um pouco para ficar maleável mas não é aconselhável mantê-la nas mãos muito tempo porque começa a ficar muito molinha. Falhei as primeiras duas tentativas de fazer o minion amarelo porque com o calor das minhas mãos, o boneco ficou deformado. Foi nesta altura que comecei a sentir-me frustrada mas também fui aprendendo. Para colar as várias peças da figura, não precisei de nada! Bestial! Tinha lido na internet que há uma cola comestível para esse efeito  ou que se pode usar água misturada com a própria pasta  mas bastou encostar as peças, e pressionar um bocadinho. Quanto aos corantes, a variante em pó funcionou melhor do que os líquidos. Estes últimos ficam com um acabamento irregular, custam mais a pegar. Os corantes em pó, que devem ser misturados com álcool (aconselharam-me vodka mas não tinha e usei whiskey), como somos nós que os diluímos e controlamos a espessura, são mais fáceis de usar e dão um resultado mais limpo e perfeitinho. Mesmo assim nem tudo foi rosas. Com o calor e variações de temperatura, a massa de açúcar, pode derreter um pouco e fica peganhenta. Logo, um corante que tenha secado, pode voltar a ficar húmido. Enfim, andei um pouco às aranhas. Para moldar os bonecos, convém ter à mãos utensílios parecidos com teques e um cortador com uma lâmina bem afiada. Na foto abaixo podem ver os materiais que usei. Feitas as contas, gostei muito do resultado final. Sem falsa modéstia, acho o bolinho lindo! E cumpri o objectivo, que era agradar à sobrinha. Quanto aos sabores, o bolo era constituído por duas camadas de chocolate com outra de caramelo no meio, recheio de Nutella e, nas laterais do bolo, chantilly de limão. A receita será facultada noutro post. Até breve!


Wednesday, June 25, 2014

Que lindo favinho...


Já viram? Que lindo que é! O favinho de mel todo peganhento. Esta é uma produção local, directo do quintal de família. Umas abelhinhas resolveram fazer uma colmeia numa caixa de compostagem. E andaram muito ocupadas, tal era o tamanho do ninho. Entretanto as nossas amiguinhas já foram realojadas, junto de uma "família" de apicultores que irá tratar delas e recolher o precioso mel. Nós ficámos com uma lembrança, este bonito favo e já provámos o mel. Muito saboroso! Apesar dos "transtornos" causados pelas abelhas, já estamos com algumas saudades....ihihihi. Já sabem, se tiverem um problema semelhante nos vossos quintais, não as matem. Encontram facilmente quem as vá buscar, basta fazer uma pesquisa no OLX.

Thursday, June 5, 2014

Castanhitos de chocolate e alfarroba


Finalmente, posso apresentar os meus deliciosos castanhitos (anteriormente conhecidos como brownies), a terceira vez que os faço, com pequenas variações em cada receita. A primeira vez correu muito bem, os castanhitos ficaram densos e saborosos, com pepitas de chocolate a salpicar a massa. A segunda tentativa foi menos conseguida. Não sei que diabo fiz mas o bolo parecia saído directamente de um pacote de bolo instantâneo. Não tinha um saborzinho caseiro e a consistência não estava certa. E agora, à terceira vez, acertei na mosca, na minha humilde opinião, devo dizer, pois não perguntei a mais ninguém o que achava. Basta ver pela foto. Massa densa, com dose industrial de chocolate e quadradinhos húmidos e peganhentos. Alguns ficaram mais sequinhos e ainda bem, que assim agrado a gregos e a troianos. E introduzi um bocadinho de farinha de alfarroba na massa, um bocado a medo porque ainda tinha na memória o desastre anterior. Mas na próxima vez irei fazer castanhitos de alfarroba, sem o chocolate. Já que falo em alfarroba, vão a este post onde têm uma deliciosa torta recheada com doce de ovos. É uma das receitas mais populares do blog, e é merecido! Bem, passemos então ao que importa, os ingredientes. Mas devo avisar desde já que estes castanhitos não são aconselhados para leitores em dieta...  

Ingredientes:
1 tablete Pantagruel (usei a de 54% mas podem usar a de 70%)
1 chocolate de leite (usei Bellarom do Lidl)
100 gr. de amêndoa moída (ou noz)
100 gr. de manteiga
4 ovos
160 gr. de açúcar amarelo
75 gr. de farinha de trigo
2 colheres de sopa de farinha de alfarroba
1 cálice de rum
1 pitada de baunilha em pó

Preparação:
Comecei por derreter o chocolate Pantagruel com a manteiga, numa tigela que coloquei ao lume por cima de um tacho com água, em lume brando. Demorou uns 15 minutos a derreter, sem que a água fervesse. Noutro recipiente, juntei as farinhas, a amêndoa, o açúcar, a baunilha e o rum. Envolvi tudo e juntei os ovos, um a um, batendo entre cada adição. Adicionei o chocolate derretido, misturei muito bem e juntei a tablete de chocolate de leite, partida em cubos generosos. Tenham em conta, que os cubos derretem durante a cozedura do bolo, por isso convém que sejam grandotes para que mantenham alguma estrutura. Levei ao forno a 160º  e cozeu em 25 minutos, aproximadamente. Eu deixei alguma humidade no bolo. Ao espetar o palito, este ficava com um bocadinho de chocolate agarrado na ponta. Pouquinho! Aconselho-vos a fazer o mesmo mas não exagerem. Como podem ver pela foto, ficou tão apetitoso! E o sabor é fantástico.

Ps: E perguntam vocês porque raio eu não chamo brownies a estes quadradinhos deliciosos? Porque foi o Mr. Fofo que sugeriu o nome castanhito e, após alguma insistência e reparos ao facto de eu não ter seguido o seu conselho. finalmente decidi satisfazer o pedido. Ele acha que estes bolinhos não são uns brownies quaisquer! São a minha versão, que não deve ser confundida com os demais.

Wednesday, June 4, 2014

O que andamos a comer


Após uma longa ausência, o Mr. Fofo resolveu mimar o estômago da vossa cozinheira de serviço. Preparou uma perninha de perú, desossada por ele, devo salientar e assou-a no forno, bem recheada com uma farinheira. Nem precisou adicionar mais temperos, a gordurinha do perú e da farinheira foram suficientes. E que bem que soube! Carne suculenta e tenrinha com o sabor do bicho e a presença delicada da farinheira. Aprovado! E queremos mais coisas boas cozinhadas pelo Mr. Fofo!