Monday, July 27, 2015
Parabéns sobrinha! - o bolo de aniversário
O bolo de aniversário dos 11 anos da sobrinha Ana, feito por mim. Um chiffon de chocolate recheado com creme de Nutella e mascarpone. A cobertura foi feita em pasta de açucar. Como a moça está a ficar mais vaidosa, resolvi incluir algumas peças de roupa super fashion, objectos pessoais e o seu esfregão ambulante, o shih tzu soneca. Um bolo que ocupa algumas horas de confecção, foi desmembrado em 20 minutos! Teve um tempo de vida muito fugaz...Fica o registo fotográfico. :-)
Wednesday, July 15, 2015
Tarte 3 delícias do Algarve - 1ª tentativa (ainda não cheguei lá!)
Empada de pato
Aqui está um ingrediente, que por algum motivo, me esqueço sempre de cozinhar. Mas recentemente o meu apetite despertou, após comer um excelente arroz feito pelo Mr. Fofo. Fiquei com vontade de fazer empadas de pato. Comprámos duas pernas e o Mr. Fofo resolveu comprar também moelas, que era algo que eu já tinha comido antes, mas de frango, e não tinha apreciado. Para me certificar se gostava ou não, o cozinheiro cozinhou-as noutro petisco mas eu aproveitei 7 moelas para as empadas. Se não gostarem, substituam as moelas por mais uma perninha de pato ou outro ingrediente a gosto.
Ingredientes ♥
Recheio:
2 pernas de pato
Caldo de cozer o pato
7 moelas
Bacon em cubos
Alho francês
1 cebola
Cebolinho
Alho
Pimenta preta, paprica, alecrim seco
Massa ♥
300 gr. de farinha com fermento
Caldo de cozer o pato
Fiozinho de azeite
Sal
Preparação ♥
Levei as pernas de pato a cozer até ficarem muito tenrinhas, com a carne a separar do osso. Podem cozinhar a moelas em conjunto com as pernas. Assim que ficaram cozidas, retirei-as para um prato para arrefecerem e desossei-as. Voltei a colocar os ossos e as peles no caldo de cozedura e deixei ferver até este reduzir. Fi-lo, segundo sugestão do Mr. Fofo, para concentrar o sabor do caldo. De seguida, fiz a massa da empada. Numa tigela, amassei a farinha com o caldo, o azeite e o sal. Fui juntando o caldo aos poucos até a massa formar uma bola que se despegava da tigela. Deixei repousar até o recheio estar pronto. Entretanto, piquei a carne das pernas e as moelas em pedacinhos pequenos, com a faca, não na picadora. Quis preservar alguma textura. Num tacho, tostei o bacon na sua própria gordura, até ficar bem coradinho. Com uma escumadeira, retirei-o da gordura que largou e juntei os pedacinhos à carne picada. Nesse mesmo tacho, adicionei um fio de azeite e refoguei a cebola, o alho francês e o alho. Temperei com pimenta, paprica e o alecrim. Juntei uma concha de caldo e deixei cozinhar até amolecer e depois juntei as carnes e o cebolinho picado e envolvi tudo muito bem. Rectifiquei o tempero e juntei mais um bocadinho de caldo, só para a carne ficar ligeiramente húmida. Deixei arrefecer. Por fim, entendi a massa e cobri o fundo e as paredes de um pirex redondo. Piquei a massa com um garfo e levei ao forno até ficar ligeiramente corada. Eu pré-cozinhei a base da massa porque se e levasse ao forno crua já com o recheio em cima, iria ficar encruada ou molengona. E como o recheio já estava cozido, não convinha que a empada demorasse muito tempo no forno, daí que é aconselhável a base já ir adiantada. Com a massa já coradinha, preenchi com o recheio. Estendi o resto da massa, cobri o pirex e pincelei com gema batida. Foi ao forno até ficar corada e estaladiça.
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Doces regionais de Sines
Se passarem por Sines, não se esqueçam de dar um pulinho pela pastelaria Vela d´Ouro e comprar uma dose generosa de Vasquinhos e de areias de Sines. Ambos deliciosos, com amêndoa e ovo em abundância. Os Vasquinhos, com um paladar forte a amêndoa e, as areias, também com amêndoa mas de paladar mais delicado a ovo e, se não me engano, chila. Vale a pena ir lá só para os comer. Mas, já agora, sugiro provarem uma delícia local, que infelizmente não tive oportunidade de comer devido a um lapso quase imperdoável da senhora que nos serviu num restaurante local, que é a feijoada de búzios. E as lapas. Enfim, serei obrigada a regressar à terrinha e sacrificar-me em prol dos meus leitores menos aventureiros que anseiam pela minha crítica gastronómica.
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Thursday, July 2, 2015
O Novo 10 - Setúbal 6,95/10
A propósito de um mês dedicado à ilustração em Setúbal, eu e o Mr. Fofo fomos meter o nariz no evento. Após um saltinho na exposição dedicada a Maria Keil e uma visita à praça local, precisámos de abastecer o depósito estomacal e dirigimo-nos ao restaurante Novo 10. Devo salientar primeiro que a praça de Setúbal é bem catita. Comprámos belas cerejas, azeitonas, figos e pão. E ficámos a babar por um impressionante atum vermelho escuro, de aspecto fresquíssimo, que pedia para ser levado. Parece que temos desculpa para nos deslocar novamente a Setúbal. Quanto ao restaurante, já velho conhecido do meu querido companheiro de mesa, a visita foi apenas satisfatória. Fomos bem recebidos, o serviço foi competente mas a comida não passou do mediano. Assim que nos sentámos, veio para a mesa as tradicionais azeitonas e um requeijão de ovelha. Não sobrou nada, o queijo era saboroso e as azeitonas agradaram. E também nos serviram choco frito, muito típico da zona. Sinceramente, achei o choco um pouco sensaborão mas estava bem frito, com o polme sequinho, nada gorduroso. Para pratos principais, sardinhas assadas e espetada de novilho e camarão, sendo que esta última me ficou destinada. É que eu estou quase proibida de comer sardinhas, pois alguém me acusa de as destruir devido às minhas frenéticas tentativas de eliminar aquelas espinhas irritantes. Eu gosto muito do sabor da sardinha, só não gosto de as comer. Mas pude provar, pois o meu parceiro de mesa, deu-me um lombinho. Ambos concordámos que as sardinhas eram medianas e não entusiasmaram, não eram particularmente saborosas. Talvez ainda fossem magritas? Não percebo muito de sardinha mas talvez Junho ainda não seja o mês ideal para as comer. Com a espetada aconteceu o mesmo. Encheu-me o olho, até vinha a pingar, bonita e suculenta, mas a carne era deslavada. Os camarões eram agradáveis mas poucos, só dois. E os restantes ingredientes também podiam ter uma dose mais generosa. Só um pedacinho de bacon? E um quadrado de pimento vermelho? Humpf! Ah! E não gostei das batatas fritas em rodelas. Tinham um sabor estranho, que eu atribuo a óleo que já devia ter sido mudado. Não há desculpa. Para sobremesa, o Mr. Fofo escolheu e muito bem um bolo pecaminoso chamado D. Duarte. Como podem ver pela foto, tem uma camada de maçapão recheada com doses generosas de ovo. Delicioso! E eu, fui uma totó e pedi o bolo de bolacha conventual. Ora, meus caros leitores, quando pensam em doçaria conventual não vos vem à cabeça doses maciças de ovo? E amêndoa? Gila? Pois foi o que me passou pela cabeça. Uma imagem vívida de um bolo de bolacha a pingar creme de ovo e amêndoa com fartura. É que nem uma coisa nem outra. Veio um bolo de bolacha deslavado, incaracterístico, molengão, que se come em qualquer café do país. Tirem mas é a palavra conventual do bolo, que é sacrilégio! Foi portanto uma refeição pouco memorável, o que é pena, pois este restaurante era um dos sítios onde o Mr. Fofo voltava sem pestanejar.
Casa Pires - Nazaré
Não vou, para já, fazer uma crítica gastronómica ao restaurante "Casa Pires" na Nazaré porque ainda quero dar lá um pulinho e provar as lulas estufadas, que fui aconselhada a experimentar. Mas posso nomear este espaço como um bom lugar para comer peixinho grelhado. Já lá fui duas vezes comer cherne e não me arrependi. Nesta última refeição, nem sequer usei azeite para temperar o peixe, de tão gordinho e suculento que estava. Muito bom! O Mr. Fofo comeu sardinhas e estavam catitas, embora ainda longe do seu auge. Como entrada, marchou um delicioso queijinho de ovelha. E não faltaram cervejinhas frescas...
Não se esqueçam de dar um pulinho à praia!
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Monday, June 1, 2015
Raviolis de ricotta e salmão fumado
Olá! Cá voltamos nós à confecção de massa caseira. Já há algum tempo que estava com vontade de dar uns mordiscos em raviolis. E decidi fazer com massa integral, de trigo e centeio, porque tanto eu como o Mr. Fofo achamos que é bastante mais saboroso e, suponho eu, mais saudável. Aliás, acho que fiquei proibida de preparar massa de compra desde a primeira vez em que o Mr. Fofo provou a caseira, de tão bem que saiu. Enfim, agora somos uns finórios que não se contentam com produtos inferiores. Mas é preferível comer menos vezes (é uma receita que requer algum tempo e paciência) mas melhor! É indiscutível! Para os leitores que só agora começaram a acompanhar o blog, indico o link que explica como fazer a massa e moldar os raviolis. Nesta receita usei 200 gr. de farinha de trigo integral, 100 gr de farinha de centeio integral e 100 gr. de sêmola de trigo. 2 a 3 colheres de sopa de azeite, 3 ovos e sal. O recheio, bastante simples de confeccionar, levou:
Ingredientes ♥
250 gr. de ricotta
1 embalagem de salmão ou truta fumada (100 gr)
1 cebola média (para caramelizar)
Um punhado de amêndoas torradas e moídas
Sumo de limão e raspa
Pimenta preta, alho em pó
Preparação ♥
Numa tigela, misturei o queijo com o salmão fumado cortado em pedacinhos pequenos. Não usei a embalagem na totalidade mas façam como entenderem. Num tabuleiro, espalhei amêndoa moída grosseiramente (não reduzam a pó) e deixei torrar até ficar com um tom acastanhado. Deixei arrefecer. Entretanto tratei da cebola. Cortei-a em cubos pequenos e levei ao lume em azeite e açúcar amarelo. Não exagerem no azeite, que é para não ficar gordurosa e estragar o recheio. E o açúcar foi sendo adicionado aos pouquinhos, só para dar uma ligeira doçura e ajudar a caramelizar. Borrifei as cebolas com vinagre, temperei com pimenta e deixei cozinhar até os sucos reduzirem. Por fim, deixei escorrer a cebola no passador, só para me certificar que ficava o mais sequinha possível, e juntei ao preparado de queijo. Envolvi a amêndoa, e a raspa de um limão pequeno, mais uns salpicos de sumo do mesmo e uma pitada de alho em pó. Aqui têm um recheio de raviolis muito simples e saboroso! Aprovado por ambos os comensais e registado aqui no blog para que o possam também apreciar. Espero que gostem! Em relação ao vinagre, aproveito para mencionar a marca, não por ter qualquer patrocínio mas apenas porque gosto do produto e este blog serve também o propósito de dar a conhecer produtores portugueses que merecem reconhecimento. Neste caso a Mendes Gonçalves com a marca Paladin, que tem uma série de temperos e molhos originais e de qualidade. Nesta receita usei o vinagre balsâmico em spray, que é muito prático para temperar a comida. E também uso muito o vinagre de framboesa em saladas. Vão ver o site, eles merecem. Até breve!
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