Thursday, December 24, 2015

O perú!


Um esforço conjunto dos vossos cozinheiros de serviço aqui no blog! Já assado para o almoço de Natal. Tostadinho como manda a lei e recheado até ás goelas! Depois conto como ficou. Ho ho ho!

Wednesday, December 23, 2015

Doces de Natal - Biscoitos de manteiga para oferecer


Cá estão as minhas bolachinhas já recheadas, Umas com doce de morango, outras com marmelada. O doce de morango não chegou para tanta bolacha e acabei por usar a marmelada do ano passado. E estava impecável! Aguentou um ano sem se degradar. Portanto, podem seguir as minhas dicas de como conservar doces, que não vos enganei! Enfrasquei as bolachinhas em frascos bonitos e ficaram prontas para oferecer. E mordisquei uma ou duas, só para me certificar que estou a oferecer produto de qualidade...Estão aprovadas! Depois dou-vos a receita. Ho ho ho!

Os doces de Natal - bombons de figo


Para não variar, os bombons de figo! Também conhecidos por nhoscas, assim apelidados por um irmão com queda para arranjar nomes originais. A receita está neste link. Ho ho ho!

Saturday, December 19, 2015

Doce picante de tomate


Para os apreciadores de picante, esta é uma boa alternativa aos doces de fruta. Até serve para oferecer na quadra natalícia. As quantidades desta receita são pequenas, porque fiz a contar apenas com uma refeição e não com o intuito de enfrascar. Se tencionam oferecer a uma ou duas pessoas, convém, no mínimo, triplicar a receita. O tomate tem muita água e reduz consideravelmente. Em relação a um dos ingredientes, o vinagre de canela e alecrim, não tenho a certeza de ser possível encontrar à venda  porque penso ter sido uma edição especial da Paladin. Em substituição, podem usar vinagre normal e adicionar meio pau de canela e um raminho pequeno de alecrim. A malagueta que usei era vermelhona, pequena mas poderosa, que até me fez espirrar enquanto a preparava. Não ficou estupidamente picante, que eu gosto pouco que me caiam ranhocas enquanto como. Mas a malagueta deu um coice simpático ao doce. Podem sempre adicionar mais malaguetas, se gostarem de pólvora.

Ingredientes:
4 tomates
1 pimento vermelho avinagrado
1 malagueta
3 colheres de sopa de açucar
Vinagre de canela e alecrim
Sumo e um pedacinho de casca de limão
Pimenta preta
Alho em pó
Pitada de sal

Preparação:
Usei a picadora para triturar os tomates grosseiramente, com sementes incluídas. Coloquei num tachinho. Cortei o pimento em cubos pequerruchos. Retirei as sementes da malagueta, devidamente equipada com luvas, e cortei em pedacinhos pequenos. Juntei o pimento e as malaguetas ao tomate e de seguida adicionei os temperos. Pimenta preta a gosto, alho em pó, uma pitada de sal, o sumo do limão e um pedaço de casca, o açucar, e uns borrifos de vinagre. Deixei em lume brando até a água do tomate reduzir e a polpa ficar espessa, em geleia, tal como está na foto. Espero que gostem.

Se quiserem saber com mais detalhe como fazer doces, visitem o link do doce de abóbora e da marmelada e também podem aprender a forma de os conservar.

Thursday, December 17, 2015

Bolachinhas recheadas para oferecer


Este ano, em vez dos habituais doces de fruta, tal como marmelada ou doce de abóbora, decidi oferecer bolachinhas recheadas. Claro que não podia faltar o doce caseiro. De morango e, caso não seja suficiente, uso marmelada ou doce de pêra que ainda tenho bem conservados no frigorífico. Assim que rechear as bolachinhas, coloco aqui a receita, tanto da massa como do doce. Já provei as bolachas e ficaram saborosas. Mas sei que cometi um errozito que até nem comprometeu a qualidade mas talvez a aparência tenha sofrido um pouco. Não estão perfeitinhas mas até gosto do aspecto irregular e rústico. Até breve!

Wednesday, December 9, 2015

Perscrutando bolos-rei e algumas divagações

Flor de Aveiro
Pastelaria Central
Confeitaria do Marquês
Confeitaria Nacional

Em meados de Novembro, começam as minhas "preocupações" com o bolo-rei. Mais especificamente, onde o comprar. Não é por faltar onde o comprar que me preocupo, é por a oferta ser cada vez mais pobre em termos de qualidade. Ou talvez o problema é os sítios onde se fazia bom bolo-rei terem deixado de o confeccionar ou simplesmente se "esquecerem" da receita e abandalharem a coisa. Ora, para mim é difícil largar esta tradição porque desde que me lembro de ser gente, havia sempre este doce no Natal. Um bolo-rei gigante, estilo roda de camião TIR, de massa perfumada e saborosa, que durava dias a fio sem ficar seco. E sabem onde o meu pai o comprava? Na pastelaria da Marisqueira Solmar, na Rua das Portas de S. Antão. Só que isso já faz parte de um passado muito distante. Foi com tristeza que soubemos, na altura, que já não o fabricavam e tivemos de arranjar substituto. Um deles, foi o bolo-rei da Confeitaria do Marquês. Se foi bom em tempos, há muitos anos que deixámos de o comprar lá. A qualidade caiu e muito. E este ano tive a oportunidade de voltar a experimentar e coitadinho! De aspecto muito pobrezinho, com aquelas pepitas de açúcar (sacrilégio!), o sabor deslavado e a tendência a ficar seco em pouco tempo. E a fruta não abunda. Vade Retro! Aprendam a fazer bolo-rei e mudem a aparência, que é horrível! Outro feio como tudo é o da Confeitaria Nacional. O ano passado estava seco e insípido. E, mesmo odiando a apresentação do bolo, que é do mais miserável que há, dei-lhe várias oportunidades...mas como a qualidade do bolo varia demasiado de ano para ano, ficou votado como bolo a evitar. E podem ter a fama que quiserem, que não é isso que me abre o apetite e dá vontade de voltar. Os outros dois bolos que aparecem neste post são o bolo que escolhi para este Natal, o da Flor de Aveiro. E também um bolo que me foi oferecido, da Pastelaria Central em Mem Martins. O primeiro, venceu o prémio de melhor bolo em 2013 e 2014. Daí o saltinho até Aveiro para experimentar. Provei uma fatia e aprovei mas só faço uma crítica final quando degustar o exemplar na véspera de Natal. O de Mem-Martins, não sendo um bolo-rei memorável, é bem catita, com boa quantidade de fruta. A massa tem um sabor agradável, não adicionaram sabores artificiais como licores esquisitos ou aromas de laranja ou mesmo a malfadada erva-doce, que não tem lugar num bolo-rei. Devo salientar que só o facto de ter aqueles torrões de açúcar a enfeitar que deixam o bolo super peganhento e húmido, é de louvar! As mariquices do icing sugar e aquelas pepitas horrorosas que agora usam no bolo-rei é de fugir! O icing sugar vai todo parar à roupa ou ao vizinho do lado com um simples suspiro e as pepitas não são apetitosas, a textura não presta e é feio! Perceberam, senhores "confeiteiros"? Já deu para perceber que o bolo da Flor de Aveiro, é mais denso, com uma massa menos amarelada, assim a atirar para o "acinzentado", com fartura de fruta. O cheiro que deixa no ar é muito similar à massa de pão. Só que é mais perfumada por causa da fruta e , eventualmente, devido à presença de aguardente ou outra bebida alcoólica. Sim, porque bolo-rei tem de levar pinga na massa, seja ela aguardente e/ou vinho do porto. É essencial! Ah, e como nota final acerca de degustações de bolo-rei...Tanto a Eric Keyser como a Padaria Portuguesa fazem uns bolinhos-rei incaracterísticos. Massas fofinhas mas com pouca substância a nível de sabor e quantidade de fruta. São "sucedâneos" de bolo-rei, e eu não aprovo a qualidade. Este post serve o propósito de dar um pontapé de saída na época festiva aqui no blog e lançar o debate. Desafio os leitores a partilhar qual o vosso bolo-rei de eleição e que características deve ter. Não sejam tímidos! Até breve! 


Tuesday, November 24, 2015

Cozido de feijão e bochechas de vaca


Não sabia exactamente que nome devia dar a este prato. Porque nasceu de um acaso, ou melhor, de duas preparações diferente que iriam servir propósitos distintos. Parece complicado mas não é. Na semana em que fiz isto, tinha cozido feijão para sopa e estava com vontade de comer bochechas de novilho estufadas. Cozi o feijão e estufei as bochechas, sem planear juntar as duas coisas. Até que, por via do destino, lembrei-me que podia fazer uma combinação agradável. Aproveitar os caldos e fazer uma espécie de cozido de bochechas e feijão á laia do cozido de grão alentejano. Claro que aos meus leitores, para simplificar a tarefa, sugiro que cozam o feijão e as bochechas em simultâneo em vez de cozer o feijão e estufar as bochechas em separado. Mas, dou-vos indicações para fazerem como entenderem, conforme estejam com mais ou menos vontade de passar tempo na cozinha.

Ingredientes:
Feijão seco 1/2 pacote (ou uma lata grande de feijão branco)
4 batatas
2 cenouras
2 ou 3 bochechas de vaca
Vinho tinto
2 cebolas médias
2 dentes de alho
Azeite, colorau, pimenta preta, louro, sal

Preparação:
Para simplificar a receita, há várias opções. Podem saltar a cozedura do feijão e usar do enlatado e assim a opção de estufar as bochechas não vos complica tanto a vida. Ou, se preferirem, cozam o feijão e as bochechas em simultâneo na panela. Nunca cozi bochechas de vaca mas suponho que não haja problema em fazê-lo. E como o feijão precisa no mínimo de 1h:30m para cozer (e confesso que por vezes deixo mais tempo, conforme a natureza do feijão, porque gosto dele bem tenro e que o caldo de cozedura fique com bastante goma), as bochechas ficam de certeza tenrinhas nesse tempo. Eu vou começar por explicar exactamente como fiz e depois sugiro a alternativa:

Para a cozedura do feijão, deixei meio pacote de feijão branco de molho num tacho alto, bem coberto por água, até inchar completamente. Geralmente deixo durante a noite toda. Assim que estava no ponto, levei o tacho ao lume, e adicionei à água uma cebola inteira partida em cubos e sal. Devo salientar que o nível da água não deve ficar rente ao feijão mas bem acima do mesmo. Se o feijão absorveu muita água durante a demolha, pode ser necessário adicionar mais ao tacho na altura da cozedura. Não tenham medo. A água evapora muito durante a cozedura, portanto podem encher bem o tacho. Eu deixei o feijão bem tenrinho, não gosto de feijões al dente e a água ficou esbranquiçada da goma.

Entretanto cozinhei as bochechas da seguinte forma: Num tacho, alourei as bochechas em azeite de forma a deixá-las coradas no exterior e seladas, para manterem os sucos no interior e não secarem. Nesse mesmo tacho, juntei às bochechas uma cebola picada, 2 alhos, 1 folha de louro, colorau, pimenta preta, vinho tinto, sal e mais um fio de azeite. Acrescentei água até cobrir totalmente as bochechas e deixei em lume brando durante 1 hora ou mais. Eu fico sempre de olho nas bochechas porque a água vai reduzindo à medida que estufam e pode ser necessário adicionar mais. A carne está pronta assim que, ao espetar o garfo, esta começa a separar-se, de tão tenra que está.

Para compôr o petisco, coloquei numa panela os feijões, cobrio-os com o caldo e deixei levantar fervura. Adicionei as batatas e as cenouras cortadas em pedaços médios e deixei cozer até ficarem tenras. De seguida, juntei um bocado do caldo das bochechas ao caldo do feijão, assim como as bochechas desfiadas e deixei aquecer bem.

Sugestão: Caso optem por cozer tudo junto, ao tacho do feijão, juntam as bochechas, as cebolas, alhos, vinho tinto, louro, pimenta, colorau e sal. Cozem tudo muito bem até o feijão e as bochechas ficarem super tenros. E no final, adicionam as batatas e as cenouras e deixam ferver até estarem tenras.