Monday, May 2, 2016
Receitas da TV : Bolo nuvem de morango
Cá está o bolo a que me referi no post anterior, apelidado de nuvem de morango ou strawberry cloud cake. A receita não é minha, vi-a a primeira vez no 24 Kitchen pela mão da sra. Anabelle Langbein. Achei imensa piada à espuma de morango e, principalmente, à facilidade com que se faz. A primeira vez que fiz este bolo, por ocasião do aniversário da minha mini sobrinha de 5 anos, respeitei a receita quase na totalidade, omitindo apenas a canela, que considero muito saborosa mas excessivamente intrusiva e eu queria que o morango brilhasse. Se correu bem? Sim, caros leitores. Com esta receita também é difícil errar, não requer nenhuma técnica. No entanto, sendo à base de claras, é muito delicada e perecível. As claras em castelo, mesmo num merengue espesso, têm tendência a desfazer-se, a liquidificarem. Daí que a Sra. Langbein aconselha a refrigerar o bolo no congelador. O que cria outro problema. A base de bolacha fica rija como um corno. Para fatiar o bolo foi preciso recorrer ao músculo do Mr. Fofo, já que os meus "bracinhos débeis" não deram conta do recado, tal a forma como enrijeceu! Devo dizer que todos os comensais, até agora, gostaram muito do bolo, não há nada a apontar em relação ao sabor. Mas eu decidi que tinha de resolver o problema da fragilidade e evitar que a base ficasse dura. Portanto, para não congelar o doce, usei folhas de gelatina! Que mantiveram a textura de espuma mas deram maior resistência. Mesmo assim não convém apanhar calor porque amolece. Eu quis presentear uns amigos a quem prometera um docinho e devo dizer que a viagem de metro até Lisboa fez alguma mossa...
Primeiro, vou dar-vos o endereço do site da Sra. Langbein caso queiram ser totalmente fiéis ao original. E agora apresento-vos a minha versão, com menos açúcar, sem canela e com a inclusão de gelatina:
Ingredientes para o merengue ♥
250 gr. de morangos em pedaços médios
180 gr. de açúcar
2 claras
1 colher de sopa de sumo de limão
4 folhas de gelatinha
0,5 dl de leite muito quente
pitada de baunilha
Ingredientes para a base ♥
200 gr. de bolachas digestive
100 gr de manteiga
um punhado de coco ralado
Preparação ♥
Esta receita requer uma batedeira de mesa, pelo menos facilita muito o trabalho. Podem experimentar com uma batedeira de mão, suponho que não haja problema, só é mais cansativo. E aconselho a usarem uma tigela grande, com paredes altas, já que as claras sobem bastante. Vamos lá começar!
Eu pesei 200 gr. de bolachas digestive e, num recipiente, esmigalhei-as com as mãos até ficarem em areia grossa, com pedaços de bolacha à mistura, pois a textura tem mais graça se sentirmos substância ao mastigar. Juntei as 100 gr. de manteiga derretida, um punhado generoso de coco ralado e amassei bem. Se acharem que a mistura não está a ligar bem por ter ficado muito seca, usem leite para ajudar a "colar". Não é para ficar em pasta! Como sugestão, podem adicionar nozes picadas á base ou outro fruto seco de que gostem. Forrei uma forma de mola e fundo amovível com película aderente e cobri-o com a massa de bolacha (2). Salpiquei com coco ralado e levei ao frigorífico. Entretanto coloquei as 4 folhas de gelatina (das médias. Usei marca Gelita transparente) de molho em água fria para amolecerem. Na tigela da batedeira, pus os morangos cortados (1), as duas claras, o açúcar, o sumo de limão e a pitada de baunilha e levei tudo a bater em velocidade máxima durante 8-10 minutos (3). Enquanto as claras batiam, aqueci o leite até ficar bem quente e lá diluí a gelatina já amolecida e bem espremida. Certifiquem-se que fica completamente diluída, sem pedaços de gelatina! Adicionei, aos poucos, o leite ao merengue que tinha estado a bater entre 8-10 minutos e deixei ficar a bater mais 2 minutos (4). Não se assustem se o merengue abater muito ligeiramente com a introdução do leite. Fui buscar a forma ao frigorífico, despejei lá o merengue e alisei. Passadas umas horitas, enfeitei com pedaços de morango e coco ralado. Para desenformar, comecei por aquecer uma faca em água a ferver e passei-a a toda a volta da forma para descolar a espuma das laterais. Aqueci várias vezes a faca e fui descolando por secções, secando sempre a faca depois de a aquecer na água. Na base, usei uma espátula comprida para separar a bolacha da película e "empurrar" o bolo para um prato largo. Espero que gostem desta receita! É perfeita para o tempo quentinho que já nos está a bater à porta. Até breve!
Tuesday, April 26, 2016
Brevemente...
Motivada pelo recente sucesso a fazer pão, aventurei-me dentro da mesma temática e vasculhei os confins da internet para encontrar outras receitas infalíveis e fáceis. Tenho mais duas boas receitas! De pão de Deus, mais concretamente de brioche mas adaptada, e de scones! Ambas correram maravilhosamente. Falta agora partilhar com vocês, o que será para breve. Enquanto não domino a arte de como amassar, levedar pão e de criação de fermentinhos, continuarei a optar por receitas à prova de nabice, facultadas por outros entusiastas das artes culinárias! Portanto, será inaugurada uma nova categoria aqui no blog, de recriação de receitas da tv e da internet. Para além destes pães, quero mostrar-vos um docinho super catita com o qual me entusiasmei, da Sra. Annabele Langbein, que consiste numa espuma de morango sobre uma base de bolacha. Mas neste caso, quero fazer uma ou outra alteração para dar alguma consistencia à espuma, que é muito sensível e tem tendência a desfazer-se. Estes serão os próximos projectos aqui no blog. Estejam atentos!
Wednesday, March 9, 2016
E saem mais dois pãezinhos! - receita de pão infalível e rápida
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| Foto 1 - Pão integral - levedou 8 horas |
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| Foto 2 - Pão integral - levedou 32 horas |
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| Foto 3 - Tempo de levedura |
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| Instruções |
Se leram os posts anteriores, devem saber que, eu, uma padeira de nível mediano, fiz um exemplar de pão merecedor de ovação. E entretanto fiz mais dois! Yeahhh! Adoro pão! Sou capaz de comer pão a todas as refeições! E há algo de maravilhoso em fazer um, a começar pelo cheiro que deixa na casa. Fica desde já aqui bem explícito que não sou a autora desta receita. Foi-me facultada por uma amiga do Facebool, a Ana e pertence ao site It´s always autumn. Lá podem encontrar as explicações todas de como fazer o pão e o vídeo ilustrativo, que incluo no fim deste post. Basicamente, aqui no blog, vou relatar a minha experiência, como fiz o pão, com base na receita original mais os conselhos da Ana e uma coisita ou outra que eu possa ter alterado. Até à data, já confeccionei 3 pães. Um pão branco e dois integrais. Todos, sem excepção, correram muito bem! 2 deles ficaram a levedar 8 horas e o terceiro levedou 32 horas. Que diferenças reparei? A massa (semi) integral leva mais tempo a levedar. Enquanto que a massa do pão branco numa hora já estava bem adiantada, a do pão integral parecia uma lesma. Foi nesta altura que me assustei e, achando que tinha metido o pé na argola, fiz uma segunda leva de massa integral, por precaução e mantive ambas a levedar. Afinal não tinha metido água. Leva mesmo mais tempo a crescer. Decidi fazer outra experiência e deixei uma das massas integrais levedar 8 horas e a outra 32 horas. O resultado foi o pão das 32 horas ficar com aberturas maiores no miolo. Vejam a comparação na foto 3. A escolha de fazerem pão branco ou escuro é uma questão de preferência a nível de sabor, se querem um paladar suave ou mais forte, tendo em conta o tipo de comida que o vai acompanhar. Porque, qualquer uma das massas, ao fim de 8 horas já está pronta para ir ao forno. Quanto às quantidades dos ingredientes, o site utiliza a medida cups. Eu tenho um copo medidor que tem lá marcado cups, portanto foi fácil. Para vos facilitar a vida, usei a minha balança para saber quantas gramas são 3 cups ou quanto ml são 1 1/2 cups.. Quanto a alterações à receita fiz pouca coisa. Adicionei um punhado de açúcar à massa, para ajudar a levedar. Pus mais fermento do que indicado. E esqueci-me de fazer os cortes na massa antes de a levar ao forno. O pão mesmo assim ficou tão bonito, que decidi não fazer cortes nas outras vezes. Façam como preferirem, se acham que pode fazer diferença no crescimento da massa. Então, vamos lá começar!
Ingredientes ♥
430 gr de farinha branca ou mistura com integral (50% branca-50% integral) sem fermento
3,5 dl de água morna
1 colher de chá de sal
2 colheres de chá de fermento seco (usei Fermipan)
1 punhado de açúcar amarelo
Preparação ♥
Dentro de uma tigela com paredes altas (para permitir que a massa suba), deitam a farinha, o açúcar e o sal e misturam com a ponta dos dedos. Juntam o fermento e a água morna. Batem com a colher de pau até tudo ficar ligado. Esta massa não é a típica massa de pão que forma uma bola e descola das paredes da tigela. É húmida e peganhenta, cola-se a tudo e mais alguma coisa! Mas é assim que deve ficar. Tapam bem a tigela com película aderente e deixam levedar no mínimo 8 horas (após 6 horas a minha massa já estava no ponto, portanto não é mesmo obrigatório as 8 horas. Usem o vosso bom-senso). Vejam os posts sobre o pão branco que fiz. Tem lá fotos de como a massa levedou. Não se assustem se a massa integral não subir tanto como a massa de farinha branca, houve uma ligeira diferença no meu caso mas não se reflectiu negativamente no resultado final após cozedura.
Assim que a massa estiver levedada (1), ligam o forno a uma temperatura entre os 200º- 230º e metem lá dentro o recipiente onde vão cozer o pão a pré-aquecer, forrado com papel vegetal, com a tampa incluída. Pode ser uma panela com pegas e tampa em metal, uma caçarola em vidro com tampa (4), etc. Se o recipiente não tiver tampa, tapem com papel de alumínio quando o pão entrar no forno. Eu uso 200º de temperatura porque o meu forno é meio marado e se eu não tiver cuidado, esturrica tudo mas a receita original indica 230º. Deixam o recipiente aquecer durante uns 15 minutos. Quanto já estiver quente, tratam da massa. Numa superfície muito bem enfarinhada, que pode ser a bancada da cozinha, despejam a massa levedada (2). Como é elástica, ela desliza facilmente da tigela em bloco. Depois, basta soltar os pedacinhos que teimam ficar colados à tigela. Salpicam bem a massa com mais farinha e formam uma bola, "entalando" as bordas da massa para baixo, como se estivessem a entalar a roupa da cama por baixo do colchão (3). Por fim, vão buscar o recipiente ao forno e colocam lá dentro a bola de massa, tapam e fica a cozer durante 40 minutos. Após esse tempo, destapam o recipiente e deixam corar a côdea durante mais 10 minutos. Tem graça que quando faço o pão dentro da caçarola da Pyrex (ya...eu andei a colar os selos do Continente), o pão fica bem moreninho ao fim dos 40 minutos. Mesmo assim assim cozo mais um bocadinho, só para que fique super estaladiço. Não é preciso dizer-vos que convém ter um pacotinho de manteiga a jeito assim que o pão sai do forno. Ou um queijinho...ou qualquer outra coisa porque pão fica bem com quase tudo! Vá, vão fazer pão, já não há desculpas. Fazem a massa de véspera, que leva menos de 10 minutos e cozem o pão no dia seguinte, em 50 minutos aproximadamente. Mais fácil e rápido que isto é impossível! Se desconfiarem da vossa cozinheira de serviço e quiserem ler a receita original, visitem o link que indiquei acima e vejam o vídeo que anexei a este post. E podem partilhar fotos aqui com a moça! Terei gosto em publicá-los no blog! Beijinhos.
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Wednesday, March 2, 2016
Só para vos aguçar o apetite....
O pão "tudo à molhada e fé no fermento". Acabado de sair do forno. Estou tão orgulhosa. Ficou super bonito e fofo. Só tenho pena de não ter tostado um pouco mais o exterior para ficar extra crocante. Fica para a próxima. A receita é mesmo à prova de falhanços. Eu que era mázinha a fazer pão, pareço uma pro! Agora até já penso em variantes com diferentes farinhas. Brevemente ponho a receita no blog!
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Pão "tudo á molhada e fé no fermento"
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| Massa antes de levedar |
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| 1 hora depois |
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| 3 horas depois |
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| Pão feito pela Ana Teresa |
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Tiramisù - 1 ª tentativa
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| Resultado final |
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| Savoiardi |
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| Zabaglione |
Thursday, January 7, 2016
Biscoitos de manteiga natalícios com doce de morango
Parece que vale a pena colocar aqui a receita dos meus biscoitos natalícios pois foram aprovados por vários comensais a até tive que fazer uma encomenda especial depois das festividades. Acabei por gostar bastante do aspecto imperfeito das bolachinhas e tal deveu-se ao facto de ter incluído farinha com fermento na receita, o que faz com que a bolacha fique com pequenas rachas ao longo da superfície. Mas até lhe dá um visual mais apetitoso. Se compararem as árvores de Natal com as estrelas, dois posts abaixo, vão ver que as estrelas estão mais lisas, "perfeitinhas" porque a massa foi feita com farinha sem fermento e não cresce. O recheio que escolhi foi doce de morango, feito por mim e também experimentei marmelada mas prefiro com o morango. E comidas ao natural também são muitos boas, portanto a opção é vossa, de as rechear ou não.
Ingredientes para as bolachas ♥
250 gr. de farinha sem fermento
250 gr. de farinha com fermento
250 gr. de manteiga
250 gr. de açúcar branco
2 ovos
Raspa de 2 limões
1 colher de chá de açucar baunilhado
Preparação ♥
Numa tigela, juntei os dois tipos de farinha com o açúcar. Cortei a manteiga em cubos pequenos e juntei-os à farinha. Com a ponta dos dedos, misturei os cubinhos na farinha, usando também as palmas das mãos para os desfazer. No fim fica uma mistura que parece areia. Adicionei a raspa dos limões, o açucar baunilhado e os 2 ovos e amassei muito bem. Caso vejam que a massa fica demasiado quebradiça, que não liga bem, adicionem pingas de leite até a consistência ficar correcta. Mas não se esqueçam que a massa destes biscoitos não é elástica e lisa, tal como a massa de pizza por exemplo. Esta massa quebra um pouco, faz fendas na superfície mas mantém a integridade. Eu deixei a massa repousar 1 hora e estendi-a numa tábua de cozinha. Cada bolacha deve ter uns 3 mm de altura no máximo, principalmente se as vão rechear depois e cobrir com outra bolacha. E eu uso icing sugar, em vez de farinha, para estender a massa. Esta pega um bocado às superfícies porque tem muita manteiga e açúcar. Podem refrigerá-la um bocadinho antes de a trabalharem mas cuidado porque se a manteiga da massa refrigera demasiado fica rija como um corno. Outra coisa muito importante! Se vão rechear as bolachas, fica mais bonito ver-se o doce de morango a espreitar por uma janelinha. Portanto, as bolachas fechadas têm de fazer par com outra com um buraquinho. Para abrir o buraco, eu uso um descaroçador de maçãs. Por fim, levei as bolachinhas ao forno a 160º-180º até ficarem douradas. E eu cozo-as dos dois lados para que fiquem sequinhas e estaladiças. Devo avisar que as bolachas amolecem um pouco com a introdução do doce, mesmo guardando-as em frascos. Mas eu até as prefiro assim quando recheadas. Se as guardarem sem rechear elas não perdem a textura estaladiça. Agora vamos passar ao doce:
Ingredientes para o doce ♥
1,500 kg de morangos
300 gr. de açúcar amarelo
Sumo e casquinha de 1 limão
Preparação ♥
É tão fácil fazer doce de morango que é, basicamente, tirar a folha verde aos morangos, atirá-los para um tacho, adicionar a casquinha, cobrir com o açúcar amarelo e regar com o sumo de limão. Cozi-os em lume brando. Os morangos largam imensa água, reduzem ainda mais e parece que fica uma sopa de morango no tacho. Mas à medida que a água reduz, o doce espessa e o morango sobressai. Portanto, não temam. Mas nada de distracções. Assim que o doce começa a ficar mais denso, têm de ir mexendo o tacho senão pega. Se tiverem dúvidas, vejam as receitas de doce de abóbora e marmelada que eu coloquei aqui no blog. E já sabem, depois basta barrarem generosamente uma bolacha fechada com o doce e cobrirem com a bolacha aberta, apertando um bocadito para que o doce comece a sair pela janela. E que bonitinhas que ficaram as minhas árvores de Natal, não acham?
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