Wednesday, July 10, 2013
Bifes com molho de café e molho Roquefort
Para variarem do habitual e simples bife frito ou grelhado, o Mr. Fofo deixa-vos aqui duas sugestões muito catitas de molhos fáceis de preparar. Podem ver na primeira foto, o molho de café e, na segunda, o molho de queijo Roquefort.
Molho de café:
200 ml de natas
1 colher de sopa de mostarda
1 café expresso forte
Casca de limão
alho em pó
Numa frigideira anti-aderente deitam o pacote de natas e deixam aquecer bem. Quando começar a borbulhar, adicionam a casquinha de limão, o alho em pó e a colher de sopa de mostarda ancienne. Deixam apurar bem. No fim, juntam o café expresso e cozinham as natas até que reduzam e engrossem, mexendo com frequência. Como podem ver pela foto, o molho ficou muito cremoso. Agora, uma advertência. Se forem mariquinhas como eu, que practicamente só consigo beber café bem adoçado, talvez seja boa opção adicionarem às natas apenas meio café expresso ou usarem um café mais diluído. Porque o molho vai ficar inevitavelmente amargo. Se forem homens e mulheres de barba rija, façam como o Mr. Fofo e ponham a cháveninha completa de café bem forte! No fim, basta grelharem os bifes e servirem com o molho. Bom apetite!
Molho Roquefort:
150 gr de queijo Roquefort
1 cálice de Gran Duque d'Alba
Pimenta rosa
Noz moscada
Colocam o queijo roquefort, partido em pedaços grosseiros, na frigideira anti-aderente e deixam aquecer bem até o queijo derreter. Cuidado para não queimar. Juntam os temperos e o cálice de Gran d'Alba ou outro brandy de Xerez ( e quem sabe um bom vinho do Porto?). Mexendo com frequência, deixam reduzir até o molho ganhar consistência e espessar. É indicado para acompanhar, preferencialmente, um bom bife grelhado. O resultado é um molho muito saboroso e de paladar marcado que agradece terem um pedacinho de pão a acompanhar para que não sobre nada! Nham! Mantenham-se atentos aos próximos posts porque vêm aí mais molhos, desta vez para bacalhau.
Tuesday, July 9, 2013
Taverna dos Conjurados 8,8
Por terra alentejanas, os comensais do costume, visitaram a simpática Vila Viçosa. Aproveitámos para conhecer um bocadinho a vila enquanto andávamos à cata de um poiso onde comer. Após vários menus pouco alentejanos ou simplesmente desinspirados, o Mr. Fofo, com o seu faro guloso, decidiu ser "A Taverna dos Conjurados" a melhor opção. E abençoada seja! É um espaço calminho e agradável com poucas mesas, onde fomos muito bem recebidos. Fomos prontamente atendidos por um jovem empregado cuja actuação durante a refeição foi correcta, rápida e eficiente. O meu parceiro de mesa escolheu para entrada dois queijinhos, um de cabra com doce de framboesas (ou outro fruto do género, já não me lembro exactamente, só sei que soube bem para caramba) e outro de ovelha com mel e amêndoas. Ambos deliciosos e fomos informados de que eram produtos locais! Muito bem, é assim que gostamos. Em Roma sê romano! É algo que gosto particularmente, um restaurante que serve aos clientes bons produtos da zona. De seguida veio para a mesa um prato de bacalhau que, ao princípio, me parecia ser bacalhau com natas. Levava cenoura ripada, batata palha, as natas cremosas e o que nos pareceu ser arroz. Seria uma especie de risotto? Ficou a dúvida. Era saboroso quanto baste mas nada de memorável. A estrela da refeição viria de seguida. As costoletas de borrego, grelhadas no ponto, tenras e suculentas, temperadas com alecrim. A acompanhar, umas deliciosas migas de espinafre. Cremosas, bem ligadas, com um toque suave a alho e os espinafres a dar graça. Muito boas. Foram as melhores migas da viagem. Nota negativa para as batatas fritas que tinham um travo a óleo que precisava de ser renovado. Para sobremesa, uma mousse de chocolate caseira que apenas pecava por ser demasiado açucarada. Se antes eu gostava de chocolate carregado de açucar, agora prefiro teores de cacau superiores e menos açucar. Deve ser dos cabelos brancos que já começam a aparecer apesar da minha imensa jovialidade. Devo salientar a simpática presença do anfitrião, o dono do restaurante, que nos recebeu muito bem, falou do seu restaurante com amor e carinho e nos apresentou de forma apaixonada o vinho da casa, de fabrico próprio, pertença da sua família. Se passarem por Vila Viçosa, façam-me o favor de visitar este restaurante. Pessoalmente, gostaria de lá voltar, até porque li algures, e supondo que a informação ainda é fidedigna, entre Novembro e Dezembro a ementa tem pratos de caça aos fins-de-semana onde podem provar coelho e pato bravo ou veado.
Monday, June 24, 2013
O Legado da Ria 8/10
Cá estamos nós de volta depois de uma maratona gastronómica, dentro e fora de portas. Tenho várias receitas dedicadas a molhos para carne e peixe, assim como mais uma série de críticas gastronómicas. Desta vez, visitámos a bela cidade de Aveiro, como podem ver pelas fotos dos moliceiros. E não é que só agora reparei que estes são adornados com bonequinhos marotos? Para verem com mais detalhe, basta carregarem nas fotos. No que respeita à paparoca, fomos ao restaurante Legado da Ria, sugestão do meu "guia turístico" que já lá tinha ido consolar o estômago e queria que eu provasse uma iguaria em concreto. As enguias! Não que eu fosse novata nestas andanças, já tinha comido este peixe mas somente em caldeirada. As da foto estavam fritas e com molho de escabeche, de azeite com um toque suave a vinagre, apenas faltando a habitual cebolada. As enguias (esta mensagem é para aqueles que nunca as provaram mas torcem o nariz) são peixinhos muito apetitosos e de sabor delicado, não têm nada de esquisito, não sabem a lodo ou outras coisas maradas. São peixes serpentiformes que vivem a maior parte da sua vida em água doce, migram para o mar para se reproduzirem e alimentam-se de pequenos peixes, crustáceos e moluscos. O prato principal foi uma grelhada mista, com entremeada, costoletas de porco, picanha, salsichas e enchidos. A acompanhar, arroz branco, feijão preto e batatas fritas. As carnes eram tenras, bem grelhadas e suculentas. Nada a apontar ao arroz soltinho e ao feijão preto, estavam bem confeccionados, mas nota negativa para as batatas que, embora caseiras, tinham sido fritas em óleo com demasiada quilometragem e ficaram com um sabor desagradável. Não houve espaço para a sobremesa, infelizmente, ficámo-nos pelo café. O serviço foi rápido e eficiente.
Ingrediente: Açafrão
Este colorido arroz que vêem na foto foi a base para a primeira experiência gastronómica com açafrão. E quando digo açafrão, estou mesmo a falar do açafrão verdadeiro, não de cúrcuma ou açafrão da índia. O Mr Fofo comprou um frasquinho no continente com 0,6 gr de filamentos de açafrão, vermelhos escuros. Fiz um risotto de vegetais e caldo de bacalhau e devo ter adicionado metade do frasco de açafrão. Confesso que não sabia a dose a utilizar e que fiz tudo a olho. E o resultado? O arroz, à medida que foi cozendo com os filamentos, ganhou uma bela cor amarelada. Estava mesmo bonito, muito colorido e com um aspecto delicioso...só que....Não ficámos deliciados com a especiaria. Não tem nada a ver com o açafrão da Índia, do qual gosto bastante. O paladar é descrito como mel metálico com toques de palha. Concordo com o metálico, quanto ao resto não o detectei. A descrição que eu fiz ao provar foi que sabia a remédios, a algo químico. Posso ter colocado açafrão a mais no arroz, mas muito ou pouco, não fiquei fã. Aconselho no entanto os meus leitores a experimentar! Eu ainda tenho meio frasco de açafrão para usar e mesmo não apreciando, vou ter que usar até ao último filamento, que o raio da especiaria paga-se bem. É que para se obter 450 gr. de açafrão seco são precisas entre 50.000 e 75.000 flores. Não admira os preços! Não coloco aqui a receita do risotto porque neste link têm um semelhante.
Tuesday, May 28, 2013
Diário gastronómico em imagens
Não temam, fiéis leitores, se é que os há.... ihihi! O blog continua de boa saúde mas há fases de menor actividade ou talvez de menor inspiração. Mas em breve irei colocar novas e deliciosas receitas. Até lá podem ver algumas das refeições com as quais me brindei. Como já tenho receitas semelhantes em posts anteriores, apenas mostro as fotografias para vos abrir o apetite. A primeira imagem é de almôndegas de porco, as quais, se bem me lembro, temperei com mostarda ancienne, queijo ralado e os temperos da praxe, a pimentinha, alho e o leite embebido no pão. Acompanhei com um salteado de "caldo verde" e cenoura. A segunda fotografia é de noodles com vegetais. Eu também penso nos meus amigos vegetarianos! Resisti à tentação de adubar a massa com proteína animal! Basicamente fiz um refogado com alho onde cozinhei os vegetais, cenoura, alho francês, pimento verde e cogumelos e adicionei molho de soja, molho de ostra, vinagre de arroz, umas gotinhas de óleo de sésamo, e pimenta. No fim, adicionei os noodles cozidos e aqueci-os bem, envolvendo-os no molho e nos vegetais. E a terceira fotografia é de um risotto. Têm várias receitas de risotto aqui no blog. Este é de vegetais, feito com caldo de carne que tinha congelado (não me canso de repetir que vale a pena congelar caldos, podem sempre ser usados mais tarde noutra refeição) e adicionei tinta de choco de uns chipirones que o Mr. Fofo comprou em badajoz. Aqui têm algumas sugestões de refeições rápidas e saborosas! Bom apetite.
Thursday, May 2, 2013
Chuletón de buey
Eu e o Mr. Fofo, quando vamos a Badajoz, não é para comprar caramelos. Credo, que aquilo faz mal aos dentes e à saúdinha de uma pessoa! É mais para comprar uma, ou melhor, duas brutas costoletas de boi! Muito mais saudável! Aquelas tiras que vêem na primeira foto são os dois nacos de carne cortados, prontos para serem grelhados na pedra. Acho que nunca comi tanta carne na minha vida. Mas era da boa! Tenra, com paladar marcado. E apesar de ter comido generosamente, a carnita digeriu-se que foi uma maravilha, sinal da sua alta qualidade. Só nos falta agora consumir os presuntinhos, os chipirones e o manchego. Caramelos? É que nem vê-los!
Torta de alfarroba
Em passeio pelo Algarve, comi uma bela torta de alfarroba. Ainda não me aventurei a confeccionar este doce mas será a minha próxima aventura e coloco aqui a receita mal a consiga reproduzir condignamente. Entretanto, se estiverem por terras algarvias, experimentem.
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