Monday, December 23, 2019
Tronco de Natal de avelã
O meu primeiro tronco de Natal! Nunca tinha feito. Este ano resolvi mudar totalmente os doces que vou servir. Em vez do chiffon, fiz este bolinho. Usei como base a receita da torta de noz, e fiz duas alterações. E decorei com ramos e folhas de limoeiro. Até ficou bonitinho. Ah! E está barrado com Nutella. NHAM! Adoro a combinação de chocolate com avelã. Tive um pequeno acidente, a torta escangalhou-se toda porque a cozedura não ficou uniforme e acabou por ficar demasiado tempo no forno para compensar partes menos cozidas. Mas consegui disfarçar, apertando bem o bolo enquanto o tentava enrolar e apesar da forma irregular, consegui disfarçar bem. E o creme ajudou. Vou dar-vos a receita!
Ingredientes:
300 gr. de avelã picada (Aldi)
8 ovos médios ou 6 grandes
250 gr. de açucar
100 gr. manteiga
2 colheres de sopa de farinha
1 colher de chá de fermento Royal
Açúcar baunilhado q.b.
Recheio:
Nutella
Preparação:
Derretam a manteiga de forma a ficar cremosa. Juntem as avelãs, açúcar, manteiga derretida, fermento e farinha numa tigela e misturem. Depois adicionam os ovos um a um, batendo bem e de seguida o açúcar baunilhado, envolvendo tudo. Vai ao forno em forma barrada e forrada com papel vegetal. Quando a torta estiver cozida, desenformam-na sobre o papel vegetal polvilhado com açúcar, depois barram com o a Nutella e enrolam a torta bem apertadinha. Por fim, cortam uma ponta da torta para servir de tronco lateral. Barram tudo com Nutella aquecida no microondas usando um pincel. E decorem a gosto. Espero que gostem!
O perú já está a banhar-se...
...numa marinada simples. Leva apenas água, 1/2 de garrafa de vinho do porto tawny, aprox. 350 gr. de sal e sumo de 5 limões, mais as cascas. O perú tem 5,536 kg. Coloquei-o ainda congelado dentro da marinada e durante o dia vou virando o bicho para que absorva os temperos de forma uniforme.
Wednesday, December 18, 2019
Já começaram os preparativos para o Natal
Então vamos lá ver se eu entro em 2020 mais atinadinha aqui com o blog, pois este ano foi muito pobre em termos de posts. Como vêem já comecei a fazer bolos e outros petiscos para o Natal. Sou a a auto-proclamada raínha da congelação! Já tenho 3 bolos feitos e bem geladinhos. E sim! Depois da descongelação parecem acabadinhos de fazer! O da foto é um bolo mármore, decidi não fazer o habitual chiffon de chocolate, que fica para o ano novo.. E também já tenho os pastéis de bacalhau e o recheio do perú preparados. Mas ainda falta...Nos próximos dias mostro o que ando a fazer! Beijinhos!
Tuesday, April 9, 2019
Cocochas de merluza rebozadas - Bochechas de pescada fritas
A receita que vos trago hoje não podia ser mais simples. É um petisquinho muito apreciado pelos nossos vizinhos espanhóis e em virtude de eu ter encontrado bochechas de pescada à venda, resolvi prepará-las de acordo com uma receita local. Basicamente é cobri-las com farinha e ovo, tal como fazemos com os filetes. Se não apreciarem, podem fazê-las pil-pil ou en salsa verde, que também hei-de experimentar. Eu comprei as bochechas no Lidl, mas neste preciso momento é provável que já não estejam à venda, por ser um produto ocasional ou, com azar, que só apareceu uma vez e nunca mais o vou ver à frente😱. Mas sugiro que procurem no Corte Inglés.
Ingredientes:
Bochechas de pescada
Farinha
Ovo
Sal e pimenta
Preparação:
Com devida antecedência, ponham as bochechas a descongelar. Numa grelha, já depois de descongeladas, e para que percam água, temperem-nas com sal e pimenta. Eu ainda as deixei repousar 1 hora em papel de cozinha, antes de as cozinhar. Numa tigela, colocam farinha e, noutra, um ovo batido. Põem o óleo a aquecer e assim que estiver quentinho, passam as bochechas primeiro por farinha e depois pelo ovo batido e levam a fritar. Assim que estiverem douradinhas, deixam escorrer em papel de cozinha, Eu servi com um belo arroz de tomate e pimento, bem húmido como eu gosto! É delicioso! Espero que gostem!
Thursday, March 28, 2019
Bolo Unicórnia Rechoncha
Fiz mais um bolinho adornado com pasta de açúcar. Sei que não ficou perfeito, tenho de trabalhar mais no bolo em si mas confesso que fiquei orgulhosa da minha unicórnia rechoncha! Tem umas mamocas mesmo jeitosas! ihihi. Ficou tão fofinha! 💘 O presenteado foi o Mr. Fofo, que já o deglutiu na totalidade! Excepto a miúda, claro! Está feliz e contente numa caixinha com janela, para continuar a exibir as suas curvas sexys! Estejan atentos aos próximos posts. Tenho uma crítica gastronómica e duas receitas catitas para partilhar com vocês! Beijinhos!
Thursday, November 29, 2018
Bolo de "polenta" e limão - Polenta lemon cake
Voltamos às receitas internacionais famosas! Mais um bolinho que me despertou a curiosidade pelo seu aspecto apetitoso. A cor amarela viva e a textura granulosa. Nham nham! Parece que o bolo se vai desfazer em migalhas! E é verdade! Deve ser manuseado com muito cuidado! Escolhi a receita da Nigella porque gostei da foto que a ilustra. Fiquei com expectativas muito elevadas ao ponto de quase me dar uma coisinha má quando desenformei o meu bolo. Ficou mais tostado do que o desejado mas eu fui matreira e disfarcei muito bem disfarçadinho e olhem lá que ele até "sorriu" para a foto. Está bem lindinho! Só alterei uma coisa na receita. Omiti a calda de limão, que é feita com icing sugar e sumo de limão. Em primeiro lugar, a calda adiciona mais 125 gr. de açúcar ao bolo e até mais no caso de outras receitas que vi. E a calda é fervida até o açúcar dissolver e eu só aprecio o sabor do sumo de limão ao natural, sem ser cozinhado. Ainda pensei fazer uma calda com sumo de limão fresco ou um icing mas resolvi por não adicionar mais carga calórica ao bolo. No site da Nigella está a receita completa.
Ingredientes:
200 gr. de manteiga sem sal amolecida
200 gr. de açúcar branco
200 gr. de amêndoa sem pele moída
100 gr. de sêmola de milho (usei marca Espiga)
1 1/2 colher de chá de fermento em pó Royal
3 ovos L ou XL
Raspa de 3 limões
Preparação:
Besutei uma forma redonda de 21 ou 23 cm com manteiga e forrei o fundo com papel vegetal. Numa tigela, juntei a amêndoa, a sêmola e o fermento e misturei. Noutro recipiente, bati a manteiga com o açúcar até estar tudo muito bem incorporado e de cor esbranquiçada. Juntei parte da mistura de amêndoa e sêmola, e a raspa de limão e envolvi muito bem, Juntei um ovo, voltei a bater, e fui alternado a mistura e ovos, misturando muito bem entre cada adição. Levei ao forno a 160-180º durante aprox. 40 minutos. Verifiquem a cozedura do bolo com o palito, que deve sair limpo quando espetam o bolo. Na foto podem ver o bolo coberto por umas migalhinhas brancas. É amêndoa e adicionei-a para disfarçar a "tostadela" excessiva do meu bolinho. Decorem a vosso gosto, fica muito bonito com icing!
Tuesday, October 9, 2018
Delícias do Algarve - Muxama
Como estou virada para petiscos algarvios, alguns que já planeava mencionar há imenso tempo aqui no blog, apresento-vos a muxama. Ou mojama, neste caso, já que a da foto foi feita em Espanha. Em Portugal, Vila Real de Santo António, as conservas Dâmaso ainda produzem muxama. É lombo de atum salgado e seco. Uma espécie de presunto do mar. 🐟😋! Deve ser consumido em fatias bem fininhas. Se quiserem fazer uma refeição temática, tipicamente algarvia, sirvam muxama fatiada, seguida de conquilhas e estupeta de atum, carapaus alimados, e terminam com uma valente barriga de atum grelhada! Ai ai ai! Perfeição! AH...que sacrilégio, já me ia esquecer! E para sobremesa, torta de alfarroba! 😁
Carapaus alimados
Cucu! Estamos de volta com uma receita algarvia que aprecio bastante. Aprendi a fazer com a minha mãe e é um petisco bom para o tempo quente que teima em não nos deixar! Embora seja fácil de fazer, requer alguma paciência e tempo. O peixe é salgado de véspera e tem de ser arranjado depois de cozido. Mas vale bem a pena! É muito saboroso.
Ingredientes:
Carapaus pequenos/médios
Sal
Azeite, alho e cebola
Água da cozedura dos carapaus
Preparação:
Eu comprei os carapaus já arranjados, por uma questão de hábito. Mas podem salgar o peixe inteiro. Numa tigela funda, coloquei os carapaus em camadas, cada uma bem coberta de sal. Deixei o peixe no frigorífico durante a noite, aprox. 12h, mas pode ser mais, conforme a hora da refeição em que os vão servir. Retirei o peixe do frigorífico e lavei o mesmo com água corrente até sair o sal todo. Enchi a tigela com água e deixei o peixe de molho durante 30 minutos. Levei um tacho ao lume e deixei a água levantar fervura e coloquei o peixe a cozer. Assim que ficou pronto, com uma escumadeira, retirei o peixe para uma tigela com água fria e deixei arrefecer. Reservei a água da cozedura. Assim que os carapaus arrefeceram o suficiente, e com delicadeza, retirei a pele, a espinha lateral e a interior e removi os lombinhos de peixe, colocando-nos numa travessa. Reguei com azeite, umas colherinhas de sopa da água de cozedura e juntei alho laminado, dispondo o peixe em camadas, indo sempre temperando e colocando o alho entre as camadas. Eu também gosto de adicionar cebola em lascas bem finas. Podem colocar o peixe no frigorífico para ficar bem fresquinho ou consumir à temperatura ambiente, acompanhado de batatas cozidas. Não se esqueçam de molhar bom pão no azeite! Se fizerem a receita de véspera, é ainda melhor, o azeite adquire o sabor do alho e do peixinho! É uma delícia! Espero que gostem!
Delícias do Algarve - Mormos e barriga de atum
Se estiverem no Algarve ou planearem uma viagem, não se esqueçam de provar barriga de atum grelhada ou mormos de atum (o equivalente ao cachaço). Tanto a barriga como os mormos são absolutamente gloriosos! Uma delícia! A carne é muito saborosa e suculenta e solta-se em lascas bem firmes e tenras! A foto mostra uma barriga de atum grelhada em ponto de perfeição e confeccionada no restaurante Americana em Tavira. Os mormos de atum podem ser comprados na praça de Vila Real de Santo António.
Wednesday, July 4, 2018
Chocolate mud cake
Por vezes dá-me uma vontade doida de experimentar receitas famosas de outros países. Ultimamente tem sido doces. Fiz o red velvet cake, que infelizmente já não vou poder colocar aqui porque perdi a receita juntamente com o meu télé...😭. Agora foi o chocolate mud cake! Até o nome me agrada! Lama....hmmmm....soa a chocolate em doses industriais....bolo espesso...super maçudinho e necessidade de emborcar uma caneca de leite para empurrar! Realmente é estas coisas todas. E o sabor é muito agradável. Gostei bastante da consistência! É húmido e super denso, o oposto do Chiffon, que é uma esponjinha . A receita, que não é minha, tirei deste site e converti as medidas para ser mais fácil vocês fazerem. Devo confessar que me assustei com a quantidade de açúcar que a receita leva! 2 1/2 cups de açúcar são 500 gr de açucar! E só agora me apercebi! ihihih. Enfim, este bolinho não é para comer todos os dias. 😅 Alterei o tempo de cozedura! Devo avisar que o meu forno é marado e 140º devem equivaler a 180º. Eu cozi o meu em 50 minutos, tapado com alumínio, a 180º. No site falam em 2 horas a 140º! No forno que uso, ficava carvão!
Para facilitar fazerem receitas com medidas como cups ou tbsp, hoje em dia já se encontra facilmente à venda utensílios medidores (ver foto 3). Comprei dois conjuntos para medir cups no Continente e numa loja chinesa. As colherinhas tbsp/tsp para medir colheres de sopa e chá, encontram na Pollux em Lisboa. E também vos recomendo uma aplicação muito útil para o vosso telemóvel. No Google Play podem comprar o Kitchen Math. Custa meio pataco e permite coverter inúmeras medidas de acordo com diferentes ingredientes.
Ingredientes:
250 gr de manteiga
500gr de açúcar (metade branco/metade mascavado)
250 gr. de chocolate de culinária Pantagruel
2 colheres de sopa de café instantâneo dissolvido em 1,5 de água (usei mistura de 40% café e chicória Bellarom do Lidl)
125gr. de farinha sem fermento
125gr. de farinha com fermento
45gr. de cacau Pantagruel
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
4 ovos
2 colheres de sopa de óleo
1,5 dl de leite
Açúcar baunilhado
Preparação:
Para cozer o bolo, eu usei uma forma com chaminé bem barrada com manteiga (ver foto 3).
Num tacho, levei ao lume a manteiga com o açúcar, o café dissolvido e o chocolate até este último derreter. Não se preocupem se os ingredientes não ficarem perfeitamente envolvidos, pois têm tendência a separar. Desde que o chocolate fique derretido, não há problema. E o açúcar mascavado custa a dissolver mas também não faz mal se ficar meio granuloso. Deixei o preparado em repouso enquanto tratei dos restantes ingredientes. Numa tigela alta e larga, peneirei as farinhas, o cacau e o bicarbonato de sódio e o açúcar baunilhado. Noutra tigela, juntei os ovos ao leite e o óleo e bati muito bem com vara de arames. Juntei a mistura à farinha e bati novamente. Adicionei metade do preparado de chocolate e café e voltei a bater bem. Juntei o resto e misturei até ficar uma massa lisa sem grumos. Deitei na forma, tapei com papel de alumínio e cozi durante 50 minutos a 170-180º aprox. Eu servi o bolo sem cobertura mas podem fazer um creme de chocolate e cobrir o bolo. Espero que gostem!
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| Foto 3 |
Thursday, May 10, 2018
Sr. Lisboa 6,7/10
Caros leitores, volto com a crítica gastronómica! Desta vez um restaurante de Lisboa, onde raramente me aventuro. No entanto, tive um bom motivo para lá dar um pulinho, pois tinha a acompanhar-me a minha mana. Foi um dia muito bem passado! Caminhámos bastante e foi agradável rever a cidade em conjunto! Claro que as duas caminhantes, cansadas da jornada, foram obrigadas a certa altura, a procurar um poiso onde retemperar energias. Confesso que andámos à procura de outro restaurante onde já tínhamos ido no passado. Mas com os preços inflacionados, talvez devido à nova localização, perto da Avenida da Liberdade, assustámo-nos e fomos dar com este cantinho simpático, o restaurante Sr. Lisboa. O ambiente é muito agradável. Achámos particular piada às mesas com tampo em vidro transparente e por baixo grades e bicos de fogão. Ficámos numa mesa perto do balcão, junto a umas prateleiras com vários produtos, entre os quais, cerveja Dois Corvos. Fiquei com uma tremenda pena de não venderem os garrafões em vidro com a dita cerveja. Em relação à comida, resolvemos pedir vários petisquinhos: o frango crocante com molho de manga picante, o camarão crocante, o crumble de farinheira, as bochechas de porco preto em vinho tinto e alecrim, as migas do fradinho e a batata rústica. Para beber, cervejinha fresca! Servida em mini canecas! Achei adorável! A comida? Agradável mas tem muito espaço para melhorar. O frango crocante são panados de frango, perfeitamente normais, estavam sequinhos e com um molho de manga picante. Não gostei do molho. Se não soubesse que era de manga, também não adivinhava. Não sabia minimamente ao fruto, nem sei descrever o sabor. E o picante era quase nulo. O camarão crocante tinha uma massa em tiras a cobri-lo, que suponho ser aletria? A massa estava crocante q.b. mas o camarão estava excessivamente cozinhado. Molengão! A textura desagradou-me, embora o sabor fosse agradável. O crumble de farinheira foi o petisco eleito como o melhor. Tinha pedaços de farinheira, broa, um ovo escalfado e doce de abóbora. Estava bem preparado, nada gorduroso, docinho devido à abóbora e combinava tudo muito bem! As bochechas estavam tenrinhas. Geralmente sou fã de bochechas de porco (e vaca também mas é impossível arranjá-las hoje em dia ). Quando bem preparadas, desfazem-se na boca. E largam uma gordurinha irresistível, meio gelatinosa, que ajuda a engrossar o molho do estufado. O molho que veio com as bochechas nada tinha nada de espesso. Era bem líquido, escuro, devido ao vinho tinto. Acho que não beneficiou as bochechas. E prefiro menos alecrim. Das migas do fradinho não gostei. Muito secas! Sim, também já comi migas bem gordurosas! Mas nem 8 nem 80! Até custava apanhá-las com o garfo. Era pão seco com feijão-frade, couve e onde estava o azeite? O tempero também não aqueceu nem arrefeceu. A batata rústica estava satisfatória. Mais uma vez, o tempero não brilhou. As maioneses eram agradáveis embora os coentros ou o manjericão pouco se notassem. Não fiquei maravilhada porque eu faço maionese com frequência e maionese a sério, é amarela! Devido à gema de ovo. Aquela era mais esbranquiçada e com um paladar fraquito. E depois disto tudo parece que não gostei de nada. Não é bem assim! Gostei de lá almoçar. Da cervejinha fria, das canecas, do atendimento e a comida é agradável mas com bastantes falhas que podem ser rectificadas. Aceito que no caso das bochechas foi mais uma questão de gosto pessoal e não seja necessário mudar nada. Mas os camarões molengões? E as migas excessivamente secas e sem personalidade? Ou um molho de manga que sabe a tudo menos a manga? Se voltava lá? Sem problema! Há muito mais para experimentar e fiquei curiosa com outros petiscos. Vamos lá à pontuação!
Monday, April 30, 2018
Pastéis de massa tenra
Há imensos anos que não comia pastéis de massa tenra e penso que esta foi a primeira vez que os fiz. Tenho outra receita aqui no blog, feita pelos meus irmãos, mas é uma variante, já que foram cozidos no forno, em vez da fritura. Lembro-me dos pastéis que a minha mãe fazia e foi com a intenção de os reproduzir que fiz o petisco. Apesar de ter acompanhado a minha mãe na cozinha por muitos e bons anos, esta receita não ficou no meu livrinho, talvez porque a certa altura ela deixou de a fazer e eu esqueci de lhe pedir. No entanto, a grande pasteleira da massa tenra foi a minha avó! Assim contam os meus irmãos. Eu não me lembro, era demasiado pequerrucha mas pelo menos serviu como orientação. Porque me ajudou a optar por uma receita da massa que incluísse banha. Pois na altura não se usava manteiga como se usa hoje em dia. Posso dizer-vos que saíram uns belos pastelinhos! Até a massa ficou com aquelas bolhinhas típicas da fritura. Bem bonitinhos. Eu fiz o recheio que a minha mãe usava em quase tudo o que era pastel de carne, mesmo nos folhados. Recheio de carne de vaca e chouriço. Neste caso foi recheio de vaca, porco, frango e chouriço. Porque sobrou carnes cozidas do nosso habitual cozido à portuguesa de Páscoa e eu aproveitei para os pastéis. Piquei as carnes na picadora e o chouriço também. Fiz um refogado com alho e cebola, deixei apurar, juntei a carne, reguei com caldo de frango, temperei com pimenta branca, pimenta preta e pimentão-doce, e salsa. Deixei o recheio ferver e secar bem na frigideira, ao ponto de não largar caldo e não ficar excessivamente seco. Vou dar-vos a receita da massa, que me saiu muito bem e vale a pena guardar!
Ingredientes:
500 gr. de farinha sem fermento
40 gr. de banha
30 gr. de margarina
3 colheres de sopa de azeite
sal q.b.
Água
Preparação e algumas dicas:
Coloquei a farinha num alguidar e juntei a banha e a margarinha partidas em pedaços pequenos, assim como as colheres de azeite e o sal. Com as palmas das mãos, esfreguei as gorduras na farinha até ficarem bem envolvidas e a farinha parecer areia. Juntei água aos poucos, até tudo começar a formar uma bola, ao ponto de se despegar das paredes da tigela. A massa deve ficar elástica e não peganhenta. Daí a importância de irmos adicionando a água. Amassei muito bem a massa com os punhos, e fui atirando a massa com força para dentro do alguidar. Voltei a amassar vigorosamente, a pegar na massa e a atirá-la várias vezes para o fundo da tigela. O resultado foi uma massa lisa e elástica. Tapei a bola de massa com um papel de cozinha e tapei o alguidar com um pano húmido. Ficou a repousar durante uma hora. Moldei os pastéis e fritei-os em lume médio. Não convém o óleo estar muito quente, ou num bico de fogão muito potente. Há o risco de fritarem demasiado rápido e ficam castanhos por fora e mal cozinhados por dentro. Os pastéis têm tendência a boiar no óleo. E criam bolhas de ar enormes se não forem bem mergulhados no mesmo. Assim que eu punha os pastéis no óleo, empurrava-os delicadamente com uma escumadeira para que ficassem mergulhados. Começavam a criar pequenas bolhinhas como as da foto, em vez da bolha gigante que criam quando ficam a boiar. Depois de os pastéis criarem essas bolhinhas, já pude fritar sem ajuda da escumadeira, sendo só necessário ir virando. Se tiverem alguma dúvida, estou aqui para vos ajudar! Bom apetite!
Wednesday, April 11, 2018
Tigelinhas de noz pecan
Hoje trago-vos tigelinhas de noz pecan porque recentemente provei este tipo de noz e descobri que gosto mesmo muito. Têm um sabor intenso, quase caramelizado! E esta receita, tirada da teleculinária, era algo que a minha mãe fazia quando eu ainda era pequerrucha e que ficou na minha memória. A receita original é feita com amêndoa e é deliciosa! Mas eu tinha noz pecan à mão e devo dizer que o resultado também foi muito bom! A receita dá para 8 tigelinhas como as da foto. Aviso que esta sobremesa é muito doce! Eu vou reduzir a quantidade de açúcar da próxima vez mas aqui no blog dou-vos a receita original.
Ingredientes:
500 gr. de açúcar
8 gemas
Meia chávena de doce de chila (usei aprox. 125 gr.)
100 gr de amêndoas/nozes (metade moídas, a outra metade picadas grosseiramente e torradas)
1 chávena almoçadeira de água (2,5dl)
Canela em pó
Preparação:
Na receita original dizem para escaldar as amêndoas e pelá-las. Eu gosto da casca, portanto saltei esta parte. E de qualquer forma, hoje em dia, já se compra as amêndoas peladas...
Mesmo assim vou reproduzir o texto, como vinha na revista Teleculinária:
"Escalde as amêndoas, retire-lhes a pele e seque-as. Passe metade pela máquina de picar e pique e torre a outra metade. Deite num tacho o açúcar e uma chávena almoçadeira de água. Tape, leve ao lumee quando começar a ferver, retire a tampa, deixe ferver 3 minutos e retire. Quando estiver quase frio, misture-lhe as gemas, o doce de chila e a amêndoa moída e leve ao lume sem parar de mexer no fundo do tacho com uma colher de pau, até ferver. Deixe ferver 20 segundos, retire e deite em tacinhas. No momento de servir, espalhe por cima a amêndoa picada e a canela."
Duo de mousses - chocolate e oreo
Fiz esta sobremesa para uma sobrinha, que em tempos me pediu uma sobremesa com Oreos. Comprometi-me em fazer uma mousse de chocolate mas optei por uma 2 em 1. Preparei uma taça com mousse de chocolate de um lado e mousse de Oreos do outro. Na foto está uma tacinha que preparei para o blog. A mousse de Oreos ficou no fundo e pus a mousse de chocolate por cima. Façam como acharem melhor. Em termos de apresentação fica mais bonitinho se as duas mousses forem apresentadas lado a lado. A mousse de chocolate ficou com uma cor mais clara do que o habitual, que não era nada a minha intenção! Eu explico porquê! Pela primeira vez, utilizei cremor tártaro nas claras em castelo. E claro, fiz a olhómetro... e o frasco também não explica as proporções... e parece que se calhar devia ter posto um bocadinho menos? Dito isto, nem sequer ponho o cremor tártaro nos ingredientes porque não é essencial.
Ingredientes:
Mousse de chocolate:
1 tablete Pantagruel 52% cacau
6 ovos separados
1 colher de sopa de manteiga
1 dl de leite
Mousse de Oreos:
4 dl de Natas para bater (usei Mimosa 35% MG)
1 lata de leite condensado
1/2 pacote de Oreos originais
1/2 pacote de Oreos Brownie
2 folhas de gelatina demolhadas em água fria e espremidas
0,5 dl de leite
Preparação da mousse de chocolate:
Para derreter o chocolate em banho-maria, levam um tacho com água ao lume e deixam levantar fervura. Baixam o lume para o mínimo e colocam uma taça em cima do tacho, com o chocolate partido em pedacinhos, a manteiga (uma colher de sopa bem aviada) e o leite. Vão misturando muito bem enquanto o chocolate derrete para envolver bem os ingredientes. Desligam o lume quando tudo estiver cremoso e tapam com um pano até arrefecer. Eu tapo a taça para o chocolate não ficar com uma película mais seca à superfície. E assim arrefece gradualmente. Já me aconteceu choques térmicos, o chocolate quente levar com ar frio e no instante o creme de chocolate vira bloco! Nada de porem a taça para cima da bancada fria. Separam as gemas das claras. Batem as claras em castelo bem firme até formar bicos. E juntam as gemas ao chocolate depois de arrefecido. No fim, envolvem as claras no creme de chocolate e ovos, suavemente para que a mousse fique "arejada".
Preparação da mousse de Oreos:
As natas devem estar bem frias. Ajuda a engrossar. Ponham as natas de véspera no frigorífico e, no próprio dia, na geleira enquanto tratam do resto. Mas muita atenção, não é para ficarem com pedaços de gelo. Enquanto refrescam as natas mais um bocadinho, com a picadora, reduzem as bolachas a migalhas grosseiras, sem serem finas, evitem que fiquem em pó. Reservam. Põem as folhas de gelatina em água fria para amolecerem e colocam o leite numa chávena. Tiram as natas do congelador e batem na velocidade máxima. Assim que começarem a engrossar, juntam meia de lata de leite condensado. Eu só usei metade porque achei que com mais iria ficar excessivamente doce. Batem mais um bocado para envolver bem. Colocam o copo de leite no microondas e aquecem até o leite ficar bem quente e juntam as folhas de gelatina muito bem espremidas. Misturam com uma colher até dissolver completamente. Adicionam às natas, envolvem bem. Por fim, adicionam as bolachas picadas. A decoração é a vosso gosto. Eu parti bolachas em pedaços e distribuí por cima da mousse. Nas tacinhas mais pequenas coloquei uma bolacha inteira.
Montagem:
Se quiserem as mousse lado a lado, basta usarem um separador no meio da taça. Eu fiz um com uma caixa de bolachas. Recortei o cartão com a largura e altura suficientes para separar as mousse e encaixar na taça. Cobri o cartão com papel de alumínio. Coloquei o separador a meio da taça, despejei cada mousse num dos lados. Levei ao frigorífico para endurecer. Depois de frio, com jeitinho, puxei o separador na vertical e as mousse mantiveram a forma.
Wednesday, February 14, 2018
Bolo 3 tentativas falhadas (3 delícias do Algarve)
Não há duas sem três! Sou uma azelha! ihihihi. Ainda não consegui, acho que me precipitei! Estou mais próxima em termos de sabor mas a textura ficou excessivamente seca e fofa. É suposto a tarte ser mais densa e húmida. E a camada de figo tem de ter mais substância. O Mr. Fofo gostou muito mas concorda que a receita tem se ser trabalhada. Se alguém quiser, coloco aqui a receita mas ficou o aviso. Próxima semana vou fazer ajustes e avançar para a 4ª tentativa!
Wednesday, December 20, 2017
Recheio para o perú
Aprendi a fazer o recheio para o perú com a minha mãe. Sei que não havia um grande rigor na receita porque as carnes utilizadas podiam variar. Num ano ela só usava porco, noutro ano usava porco e vaca, às vezes punha fiambre, conforme o que se lembrava. Uma coisa era certa, ficava sempre bom, mesmo que num ano fosse ainda melhor do que noutro! Portanto, quando fiquei incumbida da tarefa de fazer o perú, o grande objectivo foi recriar o que a minha mãe fazia. Como em miúda gostava de meter o bedelho na cozinha e ver o que ela fazia e como, e acabei por ser a ajudante ao longo dos anos, acho que consegui um belo recheio! Este ano, como me organizei melhor com os preparativos e calhou a fava a outro irmão na preparação da festarola de dia 25, vou colocando aqui as receitas de tudo o que fiz até agora, mesmo o perú. E sim, já fiz o recheio e vai daqui a pouco congelar.
Ingredientes 🎄
1 cachaço de porco com 1kg - 1.200kg
1 pedaço de bacon inteiro Dulano
125gr. de presunto
2 pernas de frango cozidas desossadas e o seu caldo
2 cebolas
4 alhos
Vinho branco
Azeite q.b.
Vinagre
Salsa
Pimenta preta e branca, pimentão doce, louro, tomilho
Preparação 🎅
Há quem coza as carnes todas mas eu, como só uso um tipo, assei o porco no forno. O frango tinha sobrado de uma canja. Mas para o ano acho que vou usar mais carnes diferentes, para ver se fica ainda melhor. Bem...estava eu a dizer...como o cachaço era largo, cortei-o em dois. Piquei 2 alhos grandes, pu-los numa tigelinha e juntei azeite, pimentão doce e pimenta branca. misturei bem para ficar tipo pasta e besuntei as 2 peças do cachaço, esfregando bem. Eu não dei as quantidades de pimentão doce mas aviso que é para dar alguma cor à carne, não é só uma pitadinha. Temperei a carne com sal, juntei 3 folhas de louro partidas, a cebola em pedaços grosseiros, umas folhinhas de tomilho seco, reguei com mais azeite, vinho branco e um esguicho de vinagre. Deixei assar no forno até ficar bem corada. Durante a assadura, controlei os sucos. Quando via que estavam a secar ligeiramente, adicionava água. Convém deixar algum molho no fundo do tabuleiro para que seja usado no recheio. Com a carne arrefecida, piquei-a na máquina, assim como o frango, o pedaço de bacon e o presunto. Reservei. Misturei o molho da carne no caldo do frango. Com cebolas do assado incluídas. Numa frigideira, aloirei em azeite dois alhos grandes. Juntei a cebola partida em cubinhos e deixei cozinhar bem e juntei um pouco de caldo para acabar de cozer. Ferveu bem. Adicionei o bacon e o presunto primeiro e cozinhei até largarem os sucos e a gordurinha derreter. Só depois juntei o porco e o frango mas podem juntar logo tudo de uma vez. Adicionei caldo suficiente para a carne ficar suculenta, temperei com uma dose generosa de salsa, pimenta preta, pimentão doce e deixei cozinhar, juntando caldo sempre que necessário até os os ingredientes estarem todos bem envolvidos. O recheio deve ficar húmido mas sem pingar caldo. É uma receita super fácil. E depois de o recheio "estagiar" dentro do perú assado, o sabor vai ficar ainda mais fabuloso! Vale mesmo a pena! 🐔
Tuesday, December 19, 2017
Bolo "raínha" - brioche de frutos secos
Mais uma vez, desculpem a foto mas só lá para a véspera é que vou tratar dos toques finais deste bolo e nessa altura substituo-a. Mas dá para verem como a massa cresceu, não só depois de levedar (vejam este post), como durante a cozedura. A minha intenção era fazer um bolo-raínha mas em vez de o moldar como se faz com o bolo-rei, enfiei-o numa forma e acabou por se transformar num bolo brioche. Eu escolhi a massa brioche por sugestão dos meus manos e até foi melhor porque assim é bastante diferente do bolo-rei. Usei a receita do Paul Hollywood porque já a fiz no passado e correu bem. E tem a vantagem de se usar imensa manteiga na massa...um pacotinho inteiro. Nham! Esta receita é feita numa batedeira de bancada. Suponho que é possível fazer à mão mas implica usar muito o músculo 😓 e a quantidade de manteiga dificulta a tarefa porque tem tendência a derreter.
Ingredientes 🎄
500gr. de farinha
250gr. de manteiga sem sal amolecida
50gr. de açúcar amarelo
1,5 dl de leite morno
5 ovos (M ou L)
1 pacotinho de Fermipan (11gr.)
Raspa de 1 laranja
Raspa de 1 limão
1 colher de chá rasa de sal
125gr de nozes partidas em pedaços
30gr. de pinhões
Preparação 🎅
Eu humedeci as nozes e os pinhões com rum e deixei marinar durante a noite. No dia seguinte, coloquei a farinha e o açúcar amarelo na tigela da batedeira, assim como a raspa do limão e da laranja. Adicionei o sal ao lado esquerdo da tigela e o fermento ao lado direito. Sal e fermento não podem entrar em contacto directo. Juntei o leite morno e os ovos e liguei a máquina em velocidade lenta durante 3 minutos, usando uma espátula para ir empurrando os ingredientes que teimam em subir. Aumentei a velocidade para média e deixei amassar mais 7 minutos até a massa ficar elástica. A minha ficou ligeiramente peganhenta mas lisa. Adicionei a manteiga amolecida e, em velocidade média, deixei mais 5 minutos até ficar tudo bem incorporado. A massa fica inevitavelmente molengona. Com o salazar, raspei a massa da tigela da batedeira para outra de plástico, cobri com película aderente e deixei levedar no frigorífico 12h aprox. A massa cresceu bastante durante a noite. Tirei-a do frigorífico, e, com o rolo da massa, estiquei-a grosseiramente num rectângulo. Enfarinhem bem a superfície onde esticam a massa senão pega muito. Vão salpicando a massa com farinha mas sem exagerar. Coloquei os frutos secos em cima do rectângulo e enrolei, selando as pontas do rolo. Voltei a amassar, rapidamente para que a manteiga não derretesse. Coloquei a massa numa forma besuntada com manteiga, cobri com película aderente e deixei levedar 3 horas à temperatura ambiente. Passado esse tempo, a massa cresceu até aos limites da forma. Tapei com papel de alumínio e cozi em forno bem quentinho. O Paul Hollywood fala em 190º mas como o meu forno é marado, cozi a 140º. Façam como ele se tiverem fornos decentes ou adaptem consoante necessário. O bolo levou 30 minutos a cozer (25 tapado, 5 a corar). Deixei arrefecer dentro do forno, com a porta entreaberta para não abater.
Bolo-rei
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| Bolo-rei 1 |
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| Bolo-rei 2 |
Actualização: Já pus uma foto provisória mais bonita do bolo-rei que vou servir no Natal (Bolo-rei 1). Falta pincelar com geleia mas isso só faço na véspera.
Não se assustem! É feio sim (Bolo-rei 2)! Vocês estão a ver a minha segunda tentativa de bolo-rei. Nem me dei ao trabalho de colocar frutas em cima, não fosse ficar horrível, e depois era um desperdício forrar o caixote do lixo com tanta frutinha. Assim que tiver uma foto bonitinha, substituo. Se leram posts de anos anteriores, já sabem do meu crescente descontentamento com a qualidade dos bolo-rei. É estilo sorteio, num ano a confeitaria faz algo decente, noutro ano sai cagada. Bolos que outrora eram regularmente bons, hoje em dia são uma vergonha. Desde a Confeitaria Nacional até à do Marquês...nada se aproveita e eu cansei. O ano passado fui de propósito à Mealhada comprar o bolo vencedor (na pastelaria Docealhada, que pelos visto ganhou outra vez este ano vai-se lá saber porquê). Enfim...valeu pelo leitãozinho suculento da Meta dos Leitões. Mas vou dar o meu selo de confiança ao bolo vencedor da categoria bolo raínha. Não provei, é certo, mas o bolo-rei deles comprei em 2015 e gostei. Tem uma massa densa, estilo pão, e perfumada, com bastante fruta, sem adição de sabores artificiais ou erva-doce, que dispenso. Se estiverem com vontade de ir a Aveiro, vão à Flor de Aveiro (têm uma foto do bolo de 2015 neste post, http://vamospamesa.blogspot.pt/2015/12/perscrutando-bolos-rei-e-algumas.html). Agora que já desabafei, vamos prosseguir com o meu bolinho. Como sabem, isto acaba por ser uma questão de gosto, embora nalguns casos haja bolos que são tão desastrosos que deviam ser banidos de qualquer palato. Portanto, o meu, que não se enquadra nesta categoria, é a tentativa de replicar algo de que me lembro muito vagamente. O bolo-rei da pastelaria Solmar, na Rua das Portas de S. Antão (da marisqueira que entretanto fechou 😭). Eu era miúda quando deixaram de o fabricar. Ano maldito esse! E a receita ficou perdida... Não tenho pretensões de replicar o bolo, pois se nem me lembro bem do mesmo. Mas sei algumas coisas. Não tinha canelas, erva-doce, licores manhosos ou ingredientes de segunda categoria estilo aromas artificiais. A massa era saborosa, com um toque a qualquer bebida alcoólica e fruta. E o bolo durava imenso sem secar! Daí que este ano o meu desafio era fazer uma massa mais resistente à secagem, pois o sabor já estava mais ou menos afinado em tentativas passadas. Devo desde já dizer que ainda não acertei na mosca! Mas gosto do meu bolo. É saboroso, denso sem ser maçudo e já fica mais fofinho sem secar logo de um dia para o outro. Até ao ano-novo vou fazer mais uma ou duas tentativas, com algumas alterações, e depois conto-vos como correu. Devo avisar que este bolo foi feito numa batedeira de mesa. Se tiverem uma maquineta do género, aconselho a usarem. Facilita muito a tarefa. Eu gosto de amassar pão à força do meu músculo mas esta massa leva manteiga e óleo e dá mais jeito ser a máquina a sujar-se...
Ingredientes 🎄
400 gr. de farinha sem fermento
3 ovos L
65 gr. de açúcar amarelo
100 gr. de manteiga sem sal
60 ml de óleo
125 gr. de frutas cristalizadas
100 gr. de frutos secos (nozes, pinhões, amêndoa laminada)
50 gr. de passas
Raspa de 1 laranja
Raspa de 1 limão
Pitada de sal
Rum (ou aguardente ou ambos, de boa qualidade)
1 pacote de Fermipan
1 dl de leite morno + 1 colher de chá rasa de açúcar amarelo
Preparação 🎅
De véspera, coloquei as frutas cristalizadas e as passas de molho no rum (comprem rum minimamente decente, faz muita diferença). No dia seguinte, comecei por preparar o fermento. Num copo alto, aqueci o leite até ficar morninho, adicionei a colher de açúcar amarelo e o pacote de Fermipan (11gr.). Tapei o copo de deixei o fermento activar até fazer espuma e crescer um bocadinho.
Na batedeira, juntei farinha, a pitada de sal, o açúcar, a manteiga cortada em cubos e liguei a máquina em velocidade média para misturar tudo até a manteiga se incorporar na farinha. Adicionei o óleo, a raspa de limão e laranja, sempre com a batedeira em movimento, e de seguida os ovos. Deixei uns 2 minutos a amassar e por fim juntei o leite com o fermento. Não se assustem se a massa ficar peganhenta. Eu deixei mais uns 6 minutos a bater e acaba por ficar mais elástica, ligeiramente pegajosa mas que se separa do gancho da máquina. Deixei a massa levedar uma hora (tapada com película aderente) ou até duplicar de volume, dentro de uma tigela besuntada com óleo. Com o tempo frio, a massa leva mais tempo a subir mas não se esqueçam que até dentro do frigorífico os fermentinhos fazem o seu trabalho, de forma mais pausada, mas chegam lá. Depois de a massa ter levedado, escorri as frutas e juntei-as à mesma, assim como os frutos secos. Desta vez amassei à mão por ser mais fácil certificar-me de que as frutas ficam bem distribuídas. Por fim, moldei a massa numa forma circular, com o buraco no meio, bastante largo para que ao crescer novamente, o buraco não feche. Deixei a massa duplicar de volume (também tapada com película aderente). O bolo cozeu em forno quente, pré-aquecido, a 180º durante 25 minutos. Tenham cuidado com as temperaturas. O forno deve estar bem quente mas eu entusiasmei-me um pouco, pus nos 200º e no meu forno isso significa risco eminente de torriscadela. Mesmo tapado, ficou tostadinho. Não se esqueçam de colocar as frutas em tiras por cima da massa antes de o cozer. No meu próximo bolo já o vou fazer para ficar mais bonitinho. Também podem adicionar torrões de açúcar ao topo. Fica bonito e peganhento. Ou pincelar com geleia no fim para dar brilho. Espero que gostem! Se algum de vós experimentar esta receita e tiverem dúvidas ou percalço, estou por aqui para ajudar. Oh oh oh....🎅!
Nota: Entretanto, depois de fazer este bolo, voltei à carga e fiz o bolo-rei para a véspera. Esta nota é para vos dizer que podem levedar a massa base no frigorífico. Eu deixei a minha aprox. 12h a crescer, durante a noite. A segunda vez que foi levedar, já com as frutas e à temperatura ambiente, ficou 3h a crescer. Não tenham pressa em levedar a massa. Mais vale levar o seu tempo do que forçar com calores artificiais, como fiz no passado quando usava o forno morno para levedar massas e o resultado era fraquinho. Durante a cozedura o bolo-rei cresce bastante, como podem ver pelo meu que practicamente ficou com o buraco central fechado.
Bolo-rei e raínha em progresso...
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| Bolo-Raínha - massa de brioche, depois de levedar 12 no frigorífico, lhe terem sido adicionados os frutos secos, amassada e colocada na forma para levedar pela 2ª vez |
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| Bolo raínha - massa de brioche depois de levedar mais 3 horas a temperatura ambiente |
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| Bolo-rei - depois de ter levedado 12h no frigorífico e lhe terem sido adicionadas as frutas. Foi moldado para levedar mais 3 horas a temperatura ambiente |
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| Bolo rei - depois de ter levedado mais 3h a temperatura ambiente |
Monday, December 18, 2017
Bolo-rei em "construção"
Pessoas como eu, que têm tendência em asneirar na cozinha quando se aproximam datas importantes ou quando querem muito agradar a alguém ou quando se gabam que sabem fazer o petisco tal muito bem feitinho e depois sai porcaria monumental 😭😫😒😏, acabam por antecipar os preparativos de Natal uma semana antes ou mais. Para assim os erros serem corrigidos a tempo e ninguém saber da nossa aselhice. Tal significa abraçar a arte de bem congelar tudo aquilo que é possível! Se acham sacrilégio, pois digo-vos que não se nota! Os bolos saem fresquinhos, acabadinhos de fazer..do congelador....ihihihi...😜. Este ano vai tudo para a geleira! Bolo-rei incluído. E raínha também, para lhe fazer companhia! Por isso, esta massa que estão a ver é a do bolo-rei. Como tinha que fazer algo diferente ou que pudesse ser causador de uma catástrofe, porque eu gosto de viver perigosamente 😁, resolvi levedar a massa no frigorífico, coisa que nunca tinha feito com este tipo de bolo. Portanto amanhã já devo saber o resultado. Fiquem atentos aos próximos episódios...
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