A minha priminha Carla, mostrou-me uma foto desta bela omolete que mais parece um bolinho. Gosto de omoletes mas não adoro, talvez por as achar um pouco pesadonas, por isso fiquei logo curiosa ao ver este exemplar que tem um aspecto apetitoso e tentador. Brevemente irei experimentar. Pedi-lhe a receita, que ela graciosamente facultou. Obrigada!
"Bati 10 ovos com um pouco de leite, sal, pimenta e
fermento ( pus a olho, pouco). Untei uma tigela de vidro de ir ao forno
com um pouco de azeite, deitei os ovos lá para dentro, pus queijo
flamengo ralado, um pouco de batata palha de pacote e chourição partido,
e mais queijo ralado por cima. Calquei para tudo ficar molhado com o
ovo, e meti no forno já pré-aquecido a 160 graus. No meu demorou 40
minutos a ficar pronto. Espetamos um palito no centro de vez em quando, e quando sai seco está feito. É muito simples de fazer. o meu forno
demora um pouco mais a fazer as coisas que os fornos normais. Pode fazer-se com menos ovos, eu como era a primeira vez e tinha para ali ovos para gastar, fiz com 10. Aquele tamanho dava para 4 pessoas. Acompanhei com salada."
Estava eu, num destes dias frios, a ver o 24 Kitchen quando surgiu o Jamie Oliver, no programa "Jamie at Home", a preparar uma bela tarte de batata e espargos. Com natas, queijo, muita batatinha e ovo, assim de aspecto cremoso e espesso. Daquelas comidinhas que consolam a barriga e a alma. Fiquei de água na boca, assim para o desconsolada porque para o meu jantar havia sopa e uma sandocha. Não que seja mau, as minhas sopas são bem saborosas mas apetecia-me algo mais requintado e vistoso. Decidi agora experimentar a receita e usei a minha cobaia habitual, o Mr. Fofo. Devo avisar que não fui totalmente fiel à receita e adicionei mais uns ingredientes, o alho francês, os cogumelos e os coentros. Ingredientes ♥
500 gr de batatas cozidas, já sem casca
1 frasco de espargos cozidos ou, preferencialmente, 1 molho de frescos
2 dl de natas
3 ovos
Cogumelos
Queijo ralado (mão cheia)
Alho francês
Coentros
Sal, pimenta, noz moscada, alho em pó
Massa Filo
Levei 500 gr. de batatas descascadas a cozer em água com sal. Assim que ficaram prontas, escorri e esmaguei-as muito bem e adicionei as natas, o alho francês cortado em pedacinhos, os cogumelos bem escorridos e uma mão cheia de queijo ralado. O Jamie indica 200 gramas, se não estou em erro, mas eu quis reduzir algumas calorias. Esta receita não tem lactose, por isso usei um queijo sem lactose da marca Lafuente que não é dos mais apaladados. Também encontram à venda queijos da marca Paiva, uma marca portuguesa que já lançou 3 variedades de queijo sem lactose. Quem não tiver problemas de intolerância pode e deve usar um queijinho mais forte. As natas, usei da marca Minus L. Todos estes produtos são facilmente encontrados num supermercado. Agora que já vos encaminhei nos ingredientes que devem procurar, voltemos à receita: bati 3 ovos e juntei-os à mistura de batatas, assim como os coentros picados e os temperos. Misturei muito bem e logo de seguida passei para a massa. A caixa de massa filo que comprei tinha 2 pacotes com 2 folhas cada. Usei-as todas e cobri uma forma rectangular previamente forrada com papel vegetal, barrado com manteiga (o lado da folha onde a massa assenta). O Jamie barrou todas as folhas de massa filo com manteiga (há manteiga sem lactose da marca MinusL) mas eu só barrei duas e acho que nem é preciso de todos. Despejei o preparado de batatas por cima da massa, coloquei os espargos por cima e levei ao forno até ficar consistente. Infelizmente, usei espargos de frasco, que já estão cozidos e invariavelmente molengões. Se puderem, comprem espargos frescos, dêem uma fervidela rápida em água com sal e usem-nos para cobrir a tarte. Se quiserem ser totalmente fiéis à receita do Jamie, vejam o filme que vos indico. Tanto eu como o Mr. fofo ficámos muito satisfeitos com o petisco. É uma espécie de quiche mas com uma consistência mais densa devido à batata. Já estamos a pensar fazer variações, introduzir ingredientes e temperos diferentes. Fiquem atentos! Bom apetite!
Esta receita introduz o selo de comida sem lactose e/ou vegetariana. Este blog, embora não seja dedicado a um tipo específico de alimentação, centra-se mais em refeições sem restrição alimentar, pois tanto eu como o Mr. Fofo comemos um pouco de tudo. No entanto, queremos que também os vegetarianos se sintam compelidos a visitar-nos, até porque não é a primeira vez que apresentamos pratos sem ingredientes de origem animal. Vou incluir um menu de navegação de comida vegetariana e sem lactose na barra lateral do blog, para que seja mais fácil navegarem. A questão da não utilização de lactose acabou por ser um interesse desde que travei conhecimento com várias pessoas com problemas de intolerância. E como decidi experimentar uma dieta temporária de alimentação sem lactose, para testar se eu própria me sentiria melhor de alguns desconfortos físicos, chegou a altura certa para introduzir uma nova temática no blog. Começo então por uma receita muito simples, neste caso lacto vegetariana porque embora não inclua carne, contém leite sem lactose. Quando faço massa, geralmente salteio com outros ingredientes ou faço um molho cremoso com natas. Já há natas sem lactose no mercado mas, para reduzir calorias e variar um pouco, resolvi optar por usar leite e adicionei a cremosidade com um bocadito de Maizena. Precisam de:
Ingredientes ♥
Cogumelos
Massa farfalle
Tomate
Cebola
Alho
Pimenta preta, noz-moscada, tomilho
Farinha Maizena
Azeite
Sal
Preparação ♥
A porção que eu fiz foi só para uma pessoa e foi um bocado a olho mas deixo-vos quantidades aproximadas. Levei uma caçarola ao lume com alho em pedacinhos. Deixei cozinhar em lume brando, para que este não tostasse e fosse libertando o seu perfume devagarinho. Adicionei meia cebola em lascas e cozinhou até ficar tenra. Juntei 5 cogumelos fatiados. Aconselho-vos a juntar mais, uns 8 ou 10 porque estes reduzem de volume ao cozinhar, pois perdem muita água. Acabei por achar que tinha pouquinhos no prato. Assim que os cogumelos cozinharam um pouco, juntei um tomate em cubinhos pequenos e envolvi bem. Temperei de sal, pimenta, tomilho e noz-moscada. Adicionei o leite, cerca de 1,5 dl, deixei ferver e, por fim, uma colher de chá de Maizena para engrossar. Se virem que o molho engrossa muito, adicionam mais um bocadinho de leite e rectificam os temperos. Assim que o molho ficou pronto, juntei a massa (duas mãos cheias de farfalle) previamente cozida em água temperada com sal e azeite. Deixei que a massa aquecesse bem dentro do molho e servi. Podem adicionar mais ingredientes à massa como atum ou outros vegetais mas eu optei por uma versão minimalista, só com os cogumelos, de forma a manter a refeição mais leve e aproveitar para inaugurar a secção vegetariana. Bom apetite.
Agora que ando
a fazer massa fresca, convém não cometer uma argolada ao designar o
tipo. Estava com dúvidas em relação à diferença entre tagliatelle e
fettuccine, que já vos apresentei no blog. Tem a ver com a largura da
massa. Há quem afirme que a designação depende da zona de Itália, sendo
que a largura é secundária. Nalguns sites afirmam que o fettuccine é
mais estreito, noutros sites já é mais largo. A verdade é que estas
pesquisas na net às vezes só lançam confusão. Cada cabeça sua sentença.
Mesmo em sites italianos, não se entendem. Para uns, "Le fettuccine sono leggermente più larghe delle tagliatelle". Para outros, "la
fettuccina deve avere una larghezza inferiore alle tagliatelle. La
fettuccina può variare dai 3 ai 5 millimetri mentre la tagliatella tra i
6 e i 10 millimetri". Não me senti particularmente elucidada. Perguntei a um amigo italiano e ele respondeu o seguinte: "Concerning tagliatelle, it's a typical pasta who come
from Emilia-Romagna (the land of Bologna); fettuccine is the name of
the same kind of pasta you may find in Rome and in Southern Italy.
Sincerely, a little difference can be found: tagliatelle are very thin
stripes of pasta made with eggs and they are large around 5 millimeters,
a little more large than fettuccine; the difference is only 2
millimeters". Basicamente ele afirma que a diferença é pouca. Que o taliatelle tem cerca de 5 mm de largura e que há uma diferença de, aproximadamente, 2 mm entre ambos os tipos de massa, sendo que o tagliatelle é mais largo que o fettuccine. Então, de acordo com isto, eu fiz realmente tagliatelle, já que tem os tais 5 mm. Deixo-vos neste post duas imagens com os tipos de massa bem esquematizados, imagens essas retiradas dos sites Charming Italy e Fasta-Co.
Adoro bolos de maçã e nesta altura do Inverno, dá-me uma vontade doida de os comer. Maça e canela é uma das combinações bombásticas! Maçã, noz e caramelo é outra. Decidi fazer uma tarte com base noutros bolos que tenho no meu livrinho de receitas. Adaptei quantidades, ingredientes e saíu algo completamente novo mas igualmente delicioso. Aviso desde já que fiz o meu próprio caramelo, bem escurinho e apaladado, porque tenho a mania de que sai mais saboroso do que o Royal. Confesso que a tarte teve um pequeno percalço. Ao desenformar, as rodelas de maçã ficaram coladas à tarteira em vez de ao bolo. Digamos que o aspecto final da tarte era um bocado pavoroso, mesmo depois de tapar os buracos com a maçã. Por isso, para vos mostrar aqui algo minimamente apresentável, tive a boa ideia de disfarçar os defeitos com geleia de marmelo e amêndoa laminada. Opa! E que bom que ficou. A geleia, para além de um lindo brilho, deu uma sabor ainda mais apetitoso ao bolo e mais uma carrada de calorias que nem quero imaginar. Há certos detalhes que devem ficar no esquecimento...Ainda por cima estava delicioso. As nozes eram boas p'ra caramba e as bordas da tarte ainda tinham agarrado açucar granulado, durinho! É mesmo daqueles bolinhos que confortam a alma e o corpo. Não sei se vos dê a receita...Quase que me dá vontade de a guardar só para mim...
Ingredientes ♥ Caramelo
200 gr. de açucar
1 colher de sopa de água
1 dl leite
Preparação ♥
É muito simples fazer o caramelo. Levei o açucar branco ao lume, num tacho com uma colher de sopa de água. O açucar começa por derreter e ficar líquido. Numa segunda fase, perde a água e começa a endurecer, a ficar em torrões e a escurecer. Por fim, começa novamente a derreter e a ficar escuro. Eu vou mexendo o açucar durante as 2 últimas fases. Para partir os torrões e para que escureça uniformemente. Eu deixo que fique um castanho muito escuro. E no fim juntei leite, depois de desligar o lume. O leite tem de ser adicionado aos pouquinhos e mexendo sempre, senão, com o choque térmico, o açucar fica como pedra.
Ingredientes ♥ Bolo
3 maçãs reineta (2 em rodelas e uma picada)
250 gr. de farinha
180 gr. de manteiga
100 gr. de nozes em pedaços
2 ovos + 1 gema
Raspa de 1 limão
Fermento Royal
Geleia de marmelo (usei Casa de Mateus)
Amêndoa laminada e torrada
Preparação ♥
Barrei uma tarteira com margarina e açucar branco e cobri-a com as rodelas de duas maçãs reinetas. Os caroços retirei com um utensílio próprio para o efeito. Nos espaços entre as rodelas, coloquei pedaços de noz. Bati a manteiga com o açucar, juntei a maçã picada, as nozes e os ovos, misturando muito bem entre cada adição. Adicionei a raspa de limão, a farinha e o fermento e envolvi cuidadosamente. Por fim, juntei o caramelo. Despejei o preparado em cima das maçãs e foi ao forno a 160-180º. Após ter desenformado o bolo e este ter arrefecido um pouco, barrei-o generosamente com a geleia e cobri com pedaços de amêndoa torrada e laminada. Delicioso!