Solha frita com arroz de grelos de couve
Monday, November 18, 2013
Thursday, November 14, 2013
Bolo de natas e oreos - Receita passo a passo
Por ocasião de um almoço entre sobrinhos feito por mim, foi-me pedido um bolo de bolachas Oreo. Devido à minha ignorância sobre este doce, uma sobrinha facultou-me uma receita da internet para que eu me orientasse. Acabei por fazer o bolo ao meu jeito, que andar a reproduzir receitas de outros lados tem pouca piada, mesmo receando frustrar as expectativas dos jovens. Acabou por ser uma espécie de cheesecake no que diz respeito ao sabor e textura, sem a inclusão de queijo (noutra oportunidade coloco aqui a receita do meu cheesecake). Tudo correu bem, felizmente, eles gostaram e deixo-vos aqui as indicações para que o possam fazer em casa.
Ingredientes para a base de bolacha ♥
20 bolachas Oreo
100gr. de manteiga
Leite (se necessário)
Comecei por separar as bolachas Oreo em duas metades, retirando com cuidado o recheio. Este tem de ficar com a forma intacta, circular. Coloquei todos os círculos num prato e reservei no frigorífico. Piquei as metades de Oreo numa picadora até ficar um granulado fino e adicionei manteiga cremosa, misturando mais um pouco na máquina. A massa deve ficar com uma consistência que permita estender na forma sem quebrar., ou seja, não pode ficar nem demasiado mole nem demasiado seca. Neste último caso, se notarem, como eu, que a pasta está quebradiça, adicionem uma pinga de leite e misturem bem. Eu usei uma forma redonda com aproximadamente 23 cm de diãmetro. Esta foi barrada com margarina e forrada com película aderente. A margarina permite que a película cole bem às paredes da forma e também ajuda, mais tarde, a desenformar. Depois da forma bem forrada, pus a massa de bolacha no fundo e espalhei calcando bem e cobrindo toda a superfície. Vejam as fotos exemplificativas. Levei a forma ao frigorífico e fui tratar do creme.
Ingredientes para o creme ♥
2 pacotes da natas
1 lata de leite condensado cozido
Raspa e sumo de 1 limão
6 folhas de gelatina (das médias)
0,5 dl de leite
Coloquei as folhas de gelatina de molho em água fresca. Elas ficam molinhas, como podem ver na foto. Devem espremer as folhas para libertar a água em excesso. Para o creme, pus as natas a refrescar no congelador durante uma meia hora, sem deixar endurecer. Bati-as em chatilly firme e adicionei o leite condensado cozido, batendo mais um pouco. De seguinda, misturei a raspa e o sumo de limão. Aqueci o leite, sem ferver, e juntei a gelatina (espremida, não se esqueçam), para dissolver. Adicionei o leite ao creme de natas, envolvendo bem. Tirei a forma do frigorífico e despejei o creme, deixando-o bem alisado. Pus a refrescar um pouco para que ganhasse alguma consistência. Para a cobertura, ralei 5 bolachas Oreo com creme e cobri o topo do bolo, calcando suavemente, com a mão, para que o granulado se entranhasse ligeiramente no creme. Para desenformar o bolo, basta colocar a forma num recipiente com água quente durante uns segundos ou o tempo necessário mas tenham cuidado para não exagerar, senão o creme fica muito mole e os laterais do bolo descaem. Eu inverti a forma e, com paciência, dei umas batidas no fundo e puxei delicadamente a película aderente para que esta descolasse da forma. Como o bolo fica invertido no prato, com a base de bolacha para cima, voltei a invertê-lo para outro suporte. E, por fim, decorei com as rodelas de recheio.
Sugestão ♥ por uma questão estética, se preferirem que o creme do bolo fique mais branquinho e faça contraste com o preto das bolachas, usem leite condensado "normal" em vez da versão cozida. Por eu ter usado este último, o meu creme ficou com uma tonalidade mais "tostadinha". Espero que gostem!
Tuesday, November 12, 2013
Menu de S. Martinho
Cá em casa nunca foi tradição assinalar o dia de S. Martinho. Às vezes assava-se umas castanhas e já estava! Este ano resolvi fazer um menu mais completo. E já que as castanhas não são muito apreciadas por alguns manos, optei por fazer uns pastéis de bacalhau, folhados de pescada e linguiça assada, tostas com alho e oregãos e maionese para barrar. E também fiz meia dúzia de castanhas assadas. Como não somos apreciadores de jeropiga e água-pé, nem sei bem o que se bebe nesta altura, regámos a refeição com Mateus Rosé bem fresquinho. Para sobremesa, bolo rançoso, feito pelo mano David que agora se está a tornar um boleiro de mão cheia! Podem encontrar a receita de pastéis de bacalhau neste link, feitos pelo meu mano Alex. Os restantes petiscos serão incluídos em posts futuros. Até lá!
Tagliatelle Bolonhesa
Esta é a continuação da aventura do tagliatelle. No post anterior, atrevi-me a fazer massa fresca, tarefa atribulada mas com um final feliz. Podem ver nestas fotos uma bolonhesa e o aproveitamento das sobras de massa. O grande teste à qualidade do tagliatelle foi quando aproveitámos a massa que tinha sobrado, dois dias antes, e que foi negligenciada no frigorífio, conservada em tupperware aberto, sem qualquer cuidado. Ooops, asneira! Assustei-me um bocadinho porque havia tiras já secas. Até pensei em escolher as tiras de massa em "mau estado" e deitá-las fora mas o Mr. Fofo, sempre atento, impediu-me e quis que eu aproveitasse tudo. Interveio em boa hora, devo dizer. Aquecemos a massa em azeite, adicionámos um chouriço cozido de vitela mirandesa, temperámos com oregãos e pimenta e servimos. A massa, ficou como nova ou quase. As tiras, anteriormente secas, hidrataram e mal se notavam. Ora, isto só pode provar a qualidade da massa! E já penso fazer mais, da próxima vez na forma de lasanha ou ravioli. Esta semana coloco noutro post a receita da bolonhesa em duas variantes.
Thursday, November 7, 2013
Como (não?) fazer tagliatelle - Receita passo a passo
Ciao lettori! Fiz a minha primeira massa italiana, mas só de nome, porque os ingredientes são bem portugueses e a falta de jeito também. É o que dá andar a ver o Masterchef Austrália. Num dos episódios mais recentes, houve uma eliminatória em que os moços tinham de confeccionar os seus próprios taglietelle. E até a concorrente mais inexperiente, que estava à rasca com a perspectiva de ter de fazer massa, a conseguiu fazer e ainda teve o mérito de passar o teste e safar-se de eliminação. E eu pensei...chegou a hora! Vou arregaçar as mangas e vou descobrir se a massa caseira, feita com ovinhos frescos, é mais saborosa que a de compra. Acabei por não seguir a receita do Masterchef em que eles apenas usaram farinha de trigo e ovos e, se bem me lembro, um bocadinho de azeite. A minha massa tem a adição de sêmola de trigo. Acabei por me basear numa receita ao acaso, do site de um senhor chamado David Lebovitz, do qual eu nunca tinha ouvido falar mas que pelos vistos já lançou vários livros de culinária no mercado. Como pontapé de saída na confecção de massa fresca, resolvi não inventar e fui fiel às indicações do senhor, excepto na introdução do azeite. Claro que já estou com ideias malucas para próximas receitas, as quais vou adubar com temperos e ingredientes diferentes. Vamos começar pelos ingredientes:
Ingredientes ♥
200 gr de farinha de trigo sem fermento
200 gr de sêmola de trigo
4 ovos
Azeite (1 colher de sopa)
Sal
Preparação ♥
Façam um monte com a farinha e a sêmola (previamente misturadas), na bancada ou numa tigela larga, e abram um buraco no meio. Deitem lá o sal, o azeite e um ovo. Com cuidado, envolvam a farinha bem. Vai ficar uma mistura areada durante algum tempo, por isso voltem a fazer um monte, abram um buraco no meio e deitem lá outro ovo. Voltam a amassar e assim sucessivamente até usarem todos os ovos. Atenção que dependendo do tamanho destes, pode não ser necessário usar os 4 ovos completos. Depois de eu introduzir o quarto ovo, a minha massa ficou peganhenta, tive de adicionar mais farinha. Trabalhem a massa até esta não pegar à bancada ou tigela. Eu amassei durante uns 10-15 minutos (acho que foi demasiado), formei uma bola e deixei descansar 1 hora. Ora...aqui é que as coisas se complicaram para mim! Comecei por deixar a massa ligeiramente peganhenta. Assim a colar só um bocadinho às superfícies. Só que esse bocadinho foi o suficiente para me complicar a vida na hora de cortar as tiras típicas do tagliatelle. E a massa ficou um nadinha elástica demais. Então o que correu mal, fruto destes erros? Depois da massa descansar, fui estendê-la com aquela geringonça metálica que vêem na foto. Cortei 6 porções de massa e trabalhei cada uma individualmente. A porção tem de ser espalmada e moldada em rectângulo (preferencialmente) antes de passar na máquina. Depois de passar, fica uma folha fina e larga, que volta a ser dobrada em 3, por exemplo, e volta a passar na máquina. Eu fiz 2 ou 3 passagens, que é para a massa ficar mais resistente. Estendi, dobrei, estendi, voltei a dobrar e estendi outra vez. Como a minha massa estava a colar um bocado, fui salpicando-a de farinha com frequência. E depois tentei usar o truque que aprendi no Masterchef em que se faz um rolo com a massa estendida e depois se corta as tiras com a faca. O problema é que eu fiz o rolo, cortei com a faca e as tiras enroladas colavam e não dava para desgrudar. Experimentei cortar com a tesoura e o resultado foi o mesmo. Então, que remédio, cortei as tiras de tagliatelle. uma a uma. á faca! Foi um processo mais demorado que o desejável A sorte é que eu sou paciente nos trabalhos manuais, senão a massa voava contra a parede! Apesar dos problemas, consegui terminar a massa e já enchi um tupperware com as tirinhas. Não se esqueçam de salpicar as tiras com farinha, para se manterem soltas e de preferência, cozinhem-nas no próprio dia. Podem ver a massa cozinhada neste link.
Pão de cebola, pimento vermelho e oregãos
Antes de me aventurar a fazer pão a sério, com o meu próprio fermento, a minha massa azeda, vou fazendo estes pãezinhos de brincar. Na foto, um pão com cebola, pimento vermelho e oregãos. Saíu muito bem, até a massa ficou mais fofinha e arejada, com alguns buraquinhos pelo meio. Levedou melhor do que o habitual. Usei, mais uma vez, levedura fresca. A diferença foi eu ter deixado a levedar dentro do forno, previamente aquecido, para a massa se sentir aconchegada, quentinha e deixar os "bicharocos" fazerem o seu trabalho. Cresceu o dobro, até me espantou, no geral é uma desilusão do caneco. Parece que a massa gostou do calorzinho. Ai, e cheirava tão bem!!! Barrado com manteiguinha, ficou delicioso, o pão. Experimentem a manteiga La Motte com pedrinhas de sal...Até me dá arrepios, de tão pecaminoso que é! Então, para fazerem esta receita, precisam de:
Ingredientes ♥
300 gr de farinha de trigo
200 gramas de farinha de centeio
azeite q.b.
1/2 cebola
2 pimentos vermelhos avinagrados
1 cubo de levedura fresca
2 colheres de café de sal
pimenta e oregãos q.b
Ponham as farinhas, o fermento esmigalhado (grosseiramente, com dos dedos), a pimenta e os oregãos numa tigela funda. Juntam o azeite, misturam tudo muito bem e começam a adicionar água morna aos poucos, amassando bem. Vão pondo a água aos poucos, se puserem demasiada, a massa fica húmida e peganhenta e depois têm de adicionar mais farinha. Juntem a cebola e o pimento vermelho cortados em cubos pequenos e o sal. Quanto ao pimento, usei uma variedade ligeiramente avinagrada que se compra no LIDL, da marca Freshona. A massa, no fim, deve ficar elástica e, ao amassarem, esta não se pega nem aos dedos nem à tigela. Quando estiver pronta, espalham farinha no fundo de um tabuleiro / de preferência que não seja muito grande, para a massa não se espalhar, deve ficar aconchegada pelas paredes do tabuleiro quando estiver crescida), e dispõem a massa como preferirem, conforme queiram que o pão fique moldado. Eu tapei o tabuleiro com umas "toucas" transparentes que há à venda, próprias para tapar alimentos e deixei levedar uma hora dentro do forno que tinha aquecido ligeiramente, na temperatura mínima. Levou aproximadamente uma hora a cozer a 160º durante 40 minutos e, no fim, mais 20 minutos a 200º., para uma cor mais tostadinha Bom apetite!
Wednesday, November 6, 2013
Papa quilómetros
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